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Deixem livre o boizinho gaúcho (Folha do Sul, Bagé RS)

Mercado | 25 de Abril de 2013
*Por Fernando Furtado Velloso, 23 de abril de 2013

Estão querendo prender o boizinho gaúcho e ele não poderá mais sair do RS. Tipo cerveja Polar: ″NO EXPORT″. Parece brincadeira, mas esta é uma bandeira levantada pelos frigoríficos para frear a saída de bovinos para fora do RS, seja para o exterior ou para outros estados. Em 2012 mais de 85 mil bovinos vivos saíram do estado para exportação (navio) e para outros estados, especialmente SP. Nos últimos 5 anos este movimento cresceu mais 3 vezes e agora vem gerando desconforto aos nossos frigoríficos. Estes alegam que esta é uma grande causa da ociosidade das plantas frigoríficas.

O volume de animais exportados contribui para formar preço do gado no RS (bom para o produtor), mas representa somente pouco mais de 4% do abate anual (aprox. 2,05 milhões de cabeças). O produtor vende para este mercado porque é um cliente que normalmente lhe paga mais por gado diferenciado, com sobre preços para animais de raças definidas, jovens, etc. É natural que isto ocorra, pois a meta de qualquer pecuarista é vender o melhor possível o seu produto. Da mesma forma, que é lógico entender o esforço da indústria em comprar o boi pelo menor preço possível, pois este é o principal custo de sua operação. Ninguém está errado e a conversa de que as margens devem ser mais bem divididas e os ganhos melhor repassados entre os setores de pecuária é discurso de quem não é do comércio.
  
Para conter este processo o SICADERGS está propondo uma taxação de R$50 para animais que saem do estado. Observe-se que o trânsito interestadual já prevê pagamento de ICMS e assim quer se taxar mais o que já é taxado. Este mesmo tipo de proposta já foi encaminhado pela ABIEC para taxar a exportação de boi em pé do Brasil, produto que é isento como qualquer outro de exportação. A proposta da ABIEC não colou, mas o RS volta a esta discussão.

Acredito no livre comércio.  A nossa vizinha Argentina nos mostrou nos últimos anos como os intervencionismos realizados foram danosos para aquele país que era liderança e referência em carne de qualidade: reduziu rebanho, reduziu renda no campo e perdeu espaço para outros exportadores de carne. Do outro lado do mundo, a Austrália é o maior exportador naval de gado do mundo e está sempre entre os maiores exportadores de carne também. Logo, dizer que uma atividade canibaliza a outra é super simplificação.

Dizem que temos pouca memória, mas pergunto se alguém lembra se em 2008 houve alguma revolução contra a importação de gado do Uruguai para o RS. Naquele ano os nossos frigoríficos importaram aprox. 50 mil cabeças e esta ação foi defendida pelo mesmo SICADERGS. Bom, talvez 5 anos atrás o entendimento deles fosse diferente do que é bom para a pecuária gaúcha e do que não é. Que fase!

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