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Ainda sobre o trânsito de equinos

Informação | 27 de Junho de 2013

Encontro....

Foto: Divulgação/Assessoria

por Fernando Furtado Velloso

Acompanhei com especial curiosidade a polêmica das exigências para trânsito de equinos no RS (tema ainda não resolvido a pleno). De acordo com as instruções da Secretaria da Agricultura, o trânsito de equinos deve ocorrer somente com a posse da Guia de Trânsito Animal (GTA) e com os exames negativos para Anemia Infecciosa Equina. O não cumprimento prevê até multa ao proprietário de mais de R$ 1 mil por animal. Recentemente, os prazos foram alargados e divulgada a liberação da exigência até o final de 2013. O objetivo do controle se baseia na prevenção de doenças em equinos e para se evitar o ingresso de novas enfermidadas no Estado. Parece-me muito bem e que o cuidado é devido, mas me preocupou desde o princípio o critério de prioridade. Se vamos dedicar recursos e tempo do Estado no controle efetivo deste assunto, pressupõe-se que as demais doenças relacionadas aos animais de produção ou companhia estão bem cuidadas. Será?

Em uma análise bem simplista de ordem de prioridade no controle de enfermidades e trânsito de animais, pensei no seguinte:

a) produtos de origem animal – rebanhos que produzem alimento ao ser humano deveriam ser os primeiros a receber toda a atenção do Estado (tuberculose, brucelose, etc.);
b) zoonoses e animais de companhia: são diversas e conhecidas as zoonoses (doenças transmitidas do animal para o homem) que podem afetar o ser humano e o descontrole da população de cães abandonados em nossos centros urbanos é uma ameaça permanente à saúde pública (e aí entra o exemplo da Leishmaniose e outras);
c) enfermidades que afetam o mercado da carne e bovinos: na linha de frente está a Febre Aftosa, que restringe em muito o nosso mercado para venda de carne, mas no mercado de bovinos (reprodutores e genética) existe uma gama grande de doença que limitam o comércio e que não temos sequer levantamento epidemiológico, programas oficiais, etc.

Na condição de Médico Veterinário recebi puxões de orelha e advertências de outros colegas que defendem fervorosamente o controle do trânsito de equinos (até mesmo aquele que é usado para passeio, no final de semana, em algum corredor por aí). Lamento colegas, mas acredito que as prioridades vêm primeiro. Quando os itens A, B e C acima estiverem bem cuidados pelo serviço oficial, sou parceiro para defender o trânsito controlado de equinos. Não sou epidemiologista e nem especialista no tema, mas para assunto de raciocínio tão simples e lógico me arrisco opinar somente com a graduação em Veterinária.   

Publicado no Jornal Folha do Sul, Caderno Campo (27 jun 13)

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