Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 26/06/2019

Redes sociais

Agendade eventos

Últimosartigos

O brinco do boi gaúcho é diferente do brasileiro

Mercado | 25 de Julho de 2013
por Fernando Furtado Velloso

Novamente, volta à imprensa com polêmica o projeto de lei para a identificação compulsória dos bovinos no RS. Passados dois anos de discussões na Câmara Setorial da Carne Bovina com representantes de toda cadeia (produtores, universidades, institutos de pesquisa, indústria frigorífica, etc.), agora, surgem gritos contrários a este trabalho, pois é algo que foi pouco discutido (?), porque vai gerar trabalho e futuros custos ao produtor.

Pois bem, apesar do tema identificação animal e rastreabilidade serem bastante batidos e até cansativos entre nós, não há como escapar. O RS tem uma pecuária distinta do resto do Brasil, tem menor escala e a vocação e oportunidade para explorar o mercado de carne de qualidade. Porém, não irá avançar neste sentido se igualando á pecuária brasileira, mas, sim, se diferenciando com produto realmente de qualidade, com mais garantias de origem, com maior transparência na produção e também com a necessária identificação de seu rebanho. Os resistentes (ou descrentes em mudanças) irão alegar que é impossível e desnecessário. O nosso vizinho Uruguai adotou a identificação compulsória de todo o rebanho como uma das formas para ampliar o mercado de sua carne e, hoje, exporta mais que a Argentina e acessa muito mais países que o Brasil. A dimensão do país e o tamanho do rebanho são similares aos nossos e não posso aceitar que eles tenham mais condições ou capacidade que nós. Até mesmo oportunidades de exportação de bovinos vivos são perdidas pelo RS pela falta de um sistema de identificação oficial.

Desde 2007, Santa Catarina é considerada zona Livre de Aftosa Sem Vacinação pela OIE (Organização Internacional de Epizootias) e, para alcançar este status, o estado teve de identificar em um programa oficial todos os bovinos, para assim garantir que não há entrada de gado de outros estados. E quando digo ˝todos˝, me refiro, sim, a 100% dos bovinos daquele estado, ou aproximadamente quatro milhões de cabeças. Logo, é possível fazer este trabalho no Brasil e de forma independente como estado.

Somos um povo cheio de virtudes e o nosso bairrismo é louvável, porém temos diversos genes do SOU CONTRA que nos prejudicam muito. O projeto de lei que está sendo apresentado à Assembleia Legislativa não é uma proposta isolada do governo, mas sim uma necessidade para nossa pecuária e algo que foi exaustivamente discutido na Câmara Setorial da Carne Bovina. Na onda de protestos, alguns podem dizer que a ″Câmara da Carne Não Me Representa″, e assim seguiremos como a história do balde gaúcho de caranguejos. Por hora, este trabalho foi até desvinculado do possível Instituto Gaúcho da Carne para que ganhássemos agilidade. Contra o argumento que irá gerar mais trabalho fico até sem jeito. Trabalho? Existe meio de melhorar a nossa pecuária sem trabalho? Não vejo. Nesta linha de raciocínio, uma via é arrendar para a soja. Assim, poderemos matear e contrariar tranquilos. Pense bem, o brinco que serve para o boi gaúcho não é o mesmo do boi brasileiro.

Publicado no Jornal Folha do Sul, Bagé – RS (25 julho 2013)
http://www.jornalfolhadosul.com.br/colunista/40/2013/07/25

Maisartigos

  • Austrália: quais touros Angus são os mais influentes da raça?

    Informação | 25 de Junho de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Em associação com as comemorações do centenário da Angus Austrália, o Dr. Sam Clark, Professor Sênior de Genética Animal na Universidade da New England, pesquisou os touros mais influentes da raça Angus desde 1990. Veja as informações nos vídeos publicados o site da Angus Austrália. Clique aqui. 

    A publica...
  • Pablo Bove Itzaina: “O show é caro para a Brangus aqui no Uruguai”

    Exposição, Informação | 16 de Junho de 2019
    Foto: El País
    Por Pablo Mestre/El Pais Rurales (15/06/19) 

    A los 31 años fue el jurado más joven de la Expo Nacional Brangus en Argentina que reunió a 450 reproductores de 70 cabañas. Aseguró que se enfrentó al mejor Brangus de la región y se mostró emocionado por la distinción de los criadores del vecino país. El director d...
  • O nome do terneiro gaúcho é R$ 6,50

    Informação | 14 de Junho de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

    Na data que redijo este texto (23/05), está praticamente encerrada a temporada de outono das feiras de terneiros no Rio Grande do Sul. Restam ainda alguns leilões neste final de maio e início de junho, mas estamos quase no fim. Quando os a...
  • Brangus: ABB e Ufrgs assinam convênio de cooperação técnica

    Informação | 10 de Junho de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Acordo prevê atividades de pesquisa na área de tecnologia de imagens e transferência de material genético e equipamentos Um convênio de Cooperação Técnica entre a Associação Brasileira de Brangus (ABB) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi assinado nesta segunda-feira, 10 de junho, em Porto Alegre ...
  • Santa Maria sediou a III Exposição Nacional de Rústicos Brangus

    Exposição, Informação | 07 de Junho de 2019
    Foto: Bezier Filmes
    A III Exposição Nacional de Rústicos Brangus, promovida pelo Núcleo Brangus Sul, ocorreu nos dias 15 a 17 de maio no Parque de Exposições da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integrou a programação da 28ª edição da Encorte. O julgamento, realizado no dia 17, contou com a participação de dez criat...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais