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GAP Genética: Fábrica de touros

Genética | 21 de Outubro de 2014

GAP Genética é referência nacional na seleção e comercialização de reprodutores Angus, Brangus, Hereford e Braford.

O processo de seleção desenvolvido pela GAP Genética é o principal responsável pelo sucesso das vendas do criatório, garantindo uma oferta qualificada de reprodutores com desempenho avaliado através dos principais programas de melhoramento genético utilizados no país. Os touros produzidos pela empresa são consequência de um processo técnico bem definido e criterioso para identificar os melhores animais de cada geração. Esse processo contínuo de multiplicar o superior e descartar o inferior faz com que os reprodutores tenham a carga genética para eficiência e produção. Como diz o dito popular, os números não mentem, por isso os dados produtivos são os elementos mais importantes em seu processo de seleção.


Coleta de dados

O primeiro passo do processo seletivo consiste na coleta das informações de campo que tem utilidade para seleção animal. Nos machos, estão o ganho de peso (GND - Nascimento ao Desmame e Ganho Pós-Desmame), perímetro escrotal (relacionado à fertilidade e precocidade sexual das filhas), Escores Visuais (escores para Conformação, Precocidade, Musculosidade, Tamanho, Pelame e Umbigo).

Nas fêmeas as características de crescimento são as mesmas controladas para machos, mas acrescentam-se as importantes informações relacionadas à reprodução e habilidade materna, ou seja, a manutenção de fêmeas que emprenham em todas as estações, e preferencialmente no ‘cedo’ da temporada. “Em relação à eficiência da fêmea, o dado de campo que alimenta a nossa seleção é, além da reprodução regular, a produção de um terneiro superior à média”, destaca Angela Linhares da Silva, responsável pelo trabalho de melhoramento genético do plantel de bovinos da GAP. 

A médica veterinária explica que os dados de campo devem ser enviados para os programas de melhoramento genético para que ajustes e correções sejam feitos de forma técnica, pois as informações devem ser corrigidas para data de nascimento, idade da mãe, grau de sangue, grupo de manejo etc. “O uso do dado de campo ‘bruto’ para seleção pode nos levar a equívocos, pois os melhores terneiros de cada ano podem ser, muitas vezes, somente os mais velhos, os filhos de vacas mais leiteiras (em função da idade da mãe) ou os lotes que tiveram acesso aos melhores campos ou pastagens.

Desta forma, o número mais preciso e válido para tomada de decisão de seleção é o dado dos relatórios de avaliação genética”, acrescenta Angela. Segundo ela, o grande volume de informaçãodo rebanho GAP contribui muito para os sumários de touros pais, pois são geradas informações da progênie de touros de inseminação - muitas vezes importados - que são muito úteis para outros selecionadores ou pecuaristas.


Classificação dos animais

Com a tabulação dos dados de campo e recebimento dos relatórios dos programas de melhoramento genético é possível classificar os animais de em Superiores (Deca 1-3), Medianos (Deca 4 -5) e Inferiores (Deca 6 -10). “Com o aparte dos animais pelos dados de perfomance é possível ainda revisar nos grupos Superior e Mediano quais animais estão mais adequados ao propósito de seleção da GAP e de nossos clientes. Neste momento entra em campo o olho do selecionador, buscando animais com boa expressão racial, touros com boa masculinidade, correção de aprumos etc.”, prossegue Angela, reforçando que nesta etapa são combinados os números e as vivências de campo. 


Seleção dos Superiores

Conforme a veterinária, dos mais de 2800 machos nascidos anualmente são eliminados 50% no desmame e outros 50% no sobreano (aproximadamente 18 meses), restando assim somente os 650 melhores machos de cada geração. “Os animais superiores devem ter seu uso maximizado para que o ganho genético seja o máximo possível”, emenda a selecionadora.

Desta forma, são retidos 50 animais Top para uso no plantel da GAP como ‘touros da cria’ ou como doadores de sêmen, para ampliação de  sua produção por inseminação artificial. Dos 600 touros restantes, metade é comercializada no remate de primavera e o restante através de vendas particulares ou via internet. Para as fêmeas o processo é muito similar, porém ainda mais fundamental para a manutenção de genética eficiente nos rodeios da GAP. Nas fêmeas jovens é considerado o potencial de crescimento e nas matrizes em reprodução a eficiência reprodutiva e habilidade materna, ou seja, a capacidade de reproduzir e produzir em condições regulares de produção (campo nativo).


Seleção de fêmeas

Angela explica que as fêmeas jovens que formam a reposição do rebanho de cria (novilhas) sofrem o mesmo processo de avaliação dos machos, sendo que as superiores são incorporadas anualmente ao plantel. No entanto, sua manutenção no rebanho dependerá de sua eficiência como matriz. As matrizes que permanecem no plantel são as constantes nos relatórios de ventres fornecidos pelos programas de melhoramento, nos quais são consideradas a eficiência reprodutiva e a qualidade de sua produção (terneiros). “Assim, são eliminadas anualmente as vacas ‘negativas’ para substituição por novilhas.

As fêmeas mais destacadas em produção, conforme avaliação positiva dos relatórios, são consideradas para participação em programas de Transferência de Embriões (TE) ou Fertilização In Vitro (FIV)”, reforça a responsável pela seleção genética da GAP. A definição dos touros pais usados no rebanho de cria combina as preferências dos técnicos da GAP e o uso do PAD - Programa de Acasalamento Dirigido, onde para cada matriz está sugerido o touro para acasalamento baseado nas DEP’s das fêmeas e dos machos. “Assim, podemos maximizar ou corrigir características específicas de cada animal, gerando assim um produto geneticamente mais equilibrado”, completa Angela.

Segundo o médico veterinário Fernando Furtado Velloso, que presta assessoria técnica e comercial ao criatório, a diferença de qualidade entre plantéis está na qualidade da seleção das fêmeas, pois os principais touros pais estão disponíveis para todos via inseminação. Desta forma, o que faz melhor ou pior um rebanho não é principalmente o touro usado, mas sim a qualidade de suas matrizes e o direcionamento e critério da seleção destas fêmeas. “A GAP tem a possibilidade de ter um rebanho de cria totalmente único, pois tendo um grande volume de animais registrados pode identificar as vacas mais produtivas”, observa.


Aberdeen Angus

O mais antigo plantel selecionado pela GAP Genética é o da raça Aberdeen Angus, cujas características mais destacadas são a precocidade reprodutiva e o marmoreio, que confere a sua carne, além de suculência, um sabor inigualável. Genética de procedência variada foi incorporada para formar o rebanho, destacando- se exemplares vindos da Escócia, Estados Unidos e, mais recentemente, Argentina. De acordo com Angela Linhares da Silva, é grande a procura por ventres da cabanha ranqueados pelos sistemas de avaliação para serem utilizadas em programas de transferência de embriões e fertilização in vitro.


Brangus

O Brangus começou a ser selecionado há 30 anos, em Uruguaiana, com o objetivo de produzir animais facilmente adaptados a regiões mais quentes ou com solos e pastagens de menor eficiência. Para formar animais de qualidade foram escolhidas, inicialmente, 600 matrizes Angus oriundas do plantel, que foram inseminadas com touros 3/4 e produziram os primeiros 3/8 da GAP. Hoje, com o maior rebanho registrado, a empresa é sem dúvida quem mais comercializa reprodutores da raça. 


Cerca de 60% deles vão para fora da região Sul, especialmente para o Brasil Central, onde há demanda é crescente, conforme comprovam os dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), que apontam o Brangus como a raça sintética que mais vende sêmen no país. A importância cada vez maior que a raça ganha no Centro-Oeste justifica o investimento feito pela empresa em um posto avançado em Jaciara (MT). “Em 1996, a população bovina do Mato Grosso era de 14 milhões de reses, hoje já chega a 28 milhões”, compara o médico veterinário Jorge de Oliveira Santana, que trabalha como um embaixador da GAP Genética na região há 18 anos. 

Lá, teve que aprender novos costumes, saber como lidar com uma mentalidade diferenciada e hoje se considera um “agricultor de pecuária”, como se diz naquelas paragens. O principal aprendizado, segundo ele, foi entender como o mercado se comporta por lá. “Um dos grandes diferenciais que a empresa levou foram os leilões. Isso foi uma grande novidade e trouxe forte mudança de mentalidade”, destaca, reforçando que a decisão da GAP em instalar- -se fora do Rio Grande do Sul com uma unidade de criação de animais da raça veio da importância da comercialização de produtos adaptados a um ambiente bem diferenciado em clima, hábitos e exigências de mercado.

“A maciez da carne é a principal característica a ser considerada como a maior responsável pela aceitação do Brangus por parte dos consumidores”, acrescenta o veterinário.


Hereford

O plantel Hereford da GAP foi formado a partir de animais oriundos da centenária seleção iniciada pela Cabanha Azul, destacando-se como suas principais virtudes a docilidade, fertilidade e rendimento de carcaça, qualidades que fazem com que os animais da raça sejam muito procurados para programas de cruzamento industrial, conforme Rodrigo Fialho, responsável pelos rebanhos Hereford e Braford da GAP Genética.


Braford

De acordo com Angela Linhares da Silva, a seleção da raça prima pela busca do chamado padrão Mercosul, ou seja, animais de pelagem vermelha firme, com a cara toda branca e o entorno dos olhos bem pigmentados. Segundo ela, o investimento feito no Braford teve como objetivo atender novos mercados, oferecendo animais com melhor qualidade de carcaça e maior capacidade de adaptação a regiões menos propícias à atividade pecuária. O acerto na escolha confirma-se pelos preços alcançados pelos terneiros da raça, os mais valorizados nas feiras de outono nos últimos anos.



Fonte: Revista Crioulos (Ago/2014)

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