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Nelore Jandaia: um caso de sucesso - 50 Anos de Seleção

Informação | 19 de Junho de 2016
Por Raysyldo Lobo e Luís Gustavo Figueiredo (ANCP) 


O Brasil desempenha um papel de grande importância na produção de proteína de origem animal, ocupando um lugar de destaque na produção e exportação de carne bovina, suínae de frango, onde em 2015 a cadeia da carne foi responsável por 17% da receita gerada pelas exportações do agronegócio brasileiro, ficando atrás apenas do complexo da soja. A carne bovina foi responsável por 39% da receita gerada pela exportação de carne, que demonstra a importância deste setor para a economia do nosso país.

Para que a cadeia da carne bovina seja mais competitiva é necessário utilizar tecnologias disponíveis e suas ferramentas, para aumentar cada vez mais a produtividade no campo e sem deixar para traz a qualidade do que é produzido. Sem dúvida alguma, este processo passa pelos programas de melhoramento genético, que na atualidade disponibilizam desde informações genômicas dos animais até programas que auxiliam no processo de acasalamento. 

Um dos principais alicerces deste processo é a qualidade das informações coletadas na fazenda e enviadas ao programa de melhoramento. Para garantir a qualidade destes dados é necessário informar de forma correta o nascimento e a genealogia de todos os animais da propriedade, além de suas informações produtivas, tais como: pesagens, medidas de perímetro escrotal entre outras, onde a correta formação e a manutenção dos grupos de manejo, durante o período em que os animais são avaliados é primordial, pois esta informação reflete as condições nas quais os animais foram criados.

Na Fazenda Kuluene, morada do Nelore Jandaia, os animais são criados exclusivamente a pasto, sem a utilização de quaisquer artificialismos, há uma adequada formação dos grupos de manejos de seus animais, com base em um sistema de lotes, que se formam ao nascimento e vão até os 21 meses de idade,sem sofrer quaisquer modificações. 

A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) juntamente com a Ecolog Consultoria Integrada criou a certificação Global G, com o objetivo de identificar as fazendas associadas que apresentam um diferencial em relação à qualidade dos dados coletados (Global G1), a aplicação de forma eficiente das informações e ferramentas do melhoramento genético (Global G2) e contribuem para a preservação do meio ambiente (Global G3), das quais o Nelore Jandaia é detentor das três certificações Global G. A união da alta qualidade de dados, aliada com a realização de acasalamentos e uma pressão de seleção severa, resulta em altos ganhos genéticos, como pode ser observado na evolução genética do Nelore Jandaia.

O Nelore Jandaia apresenta um ganho genético nos sete anos em que faz parte como associado da ANCP, 92% superior a média das fazendas que participam do Programa Nelore e 67% acima da média das Fazendas G2 para o MGTe. O mesmo tipo de comportamento do ser visualizado em outras características onde seus ganhos genéticos variam de 56% a 151% em relação à média das fazendas do Programa Nelore Brasil e 50% a 115% em relação
as fazendas do Programa Nelore Brasil certificadas Global G2, como pode ser visualizado nos gráficos de evolução genética para Idade ao Primeiro Parto
(DIPP), Habilidade Maternal para Peso aos 120 Dias de Idade (MP120) e para Pesos aos 210 e 450 Dias de Idade (DP210 e DP450).

Para os ganhos genéticos obtidos pelas características DIPP, MP120, DP210 e DP450 nos sete anos em que participa da ANCP, forma de: -0,12 meses/ano
para IPP; 0,470 kg/ano para MP120; 2,15 kg/ano para P210 e 3,12 kg/ano para P450, o que demonstra não somente a qualidade das informações coletadas, mas também a efetiva utilização das informações geradas a partir das avalições genéticas do Programa Nelore Brasil da ANCP.

De forma prática, o significado destes ganhos genéticos representam a redução de aproximadamente 29 dias a idade ao primeiro parto do rebanho, o
aumento da média de 3,8 kg do peso aos 120 dias de idade devido à habilidade maternal das fêmeas, o aumento de 17,2 kg da média do peso aos 210 dias de idade e 25 kg na média de peso aos 450 dias de idade, quase duas arrobas ao sobreano. 

Conclui-se que uma seleção clara e com objetivos bem definidos, um manejo adequado, juntamente com o uso de tecnologia de ponta e claro sem deixar para trás a produção de animais a pasto, dá resultados e disponibiliza material genético de qualidade ao pecuarista, para que este possa aumentar seus ganhos e a lucratividade de sua propriedade.

Fonte: Genética Jandaia 

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