Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 16/02/2019

Redes sociais

Agendade eventos

Últimosartigos

Leilões: História, suas Dinâmicas, e Psicologias - Cap. 2 – Primerios Leilões no Brasil

Informação | 17 de Novembro de 2016

Venda de escravos no Rio

Foto: Divulgação/Assessoria

                                                                                                           Texto de: Celso Jaloto Avila Junior – 17/Nov/2016

Apesar de, no Brasil Colonial, ser prática usual e oficial, a venda de escravos em praça pública, muitas vezes essa comercialização era realizada através de leilões. Entretanto, com o passar do tempo, os leilões se tornaram especialidade dos vendedores de objetos colecionáveis e de obras de arte, em todo mundo, inclusive no Brasil.

Segundo Caroline Fernandes Silva (Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense - UFF), em sua obra “Profissionalização e Especialização dos Leilões de Arte no Rio de Janeiro”, ela nos relata muito bem a situação dos leilões, na praça do Rio de Janeiro, no Século XIX.

Após 1808, com a chegada da família real portuguesa, o leilão como atividade comercial teve uma grande expansão. O comércio ficou aquecido e o afluxo de mercadorias importadas veio de todos os lugares. Logo, onde tem mercadoria e compradores, sempre haverá leilões e leiloeiros. Entre eles se destacou o comerciante e corretor, imigrante inglês, Jorge João Dodsworth, que ficou conhecido por ter sido o vendedor do “Jornal Correio Brasiliense”. No “Jornal Gazeta”, do Rio de Janeiro, em outubro de 1818, na seção de Avisos, há uma nota deste leiloeiro Dodsworth informando aos clientes que, em seu armazém situado na Rua da Alfândega nº 14, ele continua recebendo mercadorias diversas para ser vendidas em seu próximo LEILÃO.

Este tipo de propaganda, veiculada principalmente no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, começou a aparecer com maior frequência a partir da metade do Século XIX. Isso leva o governo federal a estabelecer impostos e regulamentar as atividades dos leilões e as funções dos leiloeiros.

O Decreto nº 361, de 15 de Junho de 1844, estabeleceu o “Regulamento para o lançamento, arrecadação e fiscalização dos impostos a que são sujeitas as lojas e casas de comercio, e as de leilão”.

O Decreto Nº 858, de 10 de Novembro de 1851, estabeleceu o “Regimento para os Agentes de leilões da Praça do Rio de Janeiro”. A referida legislação continha 36 artigos, distribuídos entre 3 capítulos (1- Da nomeação dos Agentes de leilões; 2- Da suspensão, e destituição dos Agentes de leilões, e da imposição das multas; e 3- Das funções dos Agentes de leilões).

No ano de 1862, o artista francês François Auguste Biard, publicou em Paris a sua obra “Deux Années au Brésil”, reunindo relatos e imagens por ele produzidos nos anos 1858 e 1859, quando aqui esteve no Brasil. Um dos relatos e imagens são referente à venda de escravos na cidade do Rio de Janeiro. Biard testemunhou duas vendas, uma feita em uma loja e outra em residência particular. O francês destaca curiosamente, que ambas as vendas não havia muita diferença na ação de vender, a não ser na residência o leiloeiro estava “em pé sobre uma cadeira, segurando um pequeno martelo em sua mão”. Na parte central da gravura um pretendente comprador examina a boca da escrava e pelo chão, diversos outros itens que provavelmente seriam leiloados.

Ilustração:
• Gravura pintada por “François Auguste Biard” – Rio de Janeiro 1858.

Maisartigos

  • Mitos e verdades do cruzamento (Por B. Lynn Gordon, Beef Magazine)

    Informação | 26 de Janeiro de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Os Cruzamentos e a heterose resultante têm sido utilizados por gerações. Mas ainda restam discussões.

    Há sempre muita discussão e debate na pecuária de corte sobre o cruzamento. Dois pesquisadores da Universidade Estadual do Kansas se uniram para responder a algumas das perguntas mais comuns que os pecuaristas faz...
  • Idade da vaca e produtividade (Quando ela está velha demais?) - Derrel Peel (Oklahoma University, EUA)

    Informação | 16 de Janeiro de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Outubro é tradicionalmente época de desmame dos bezerros e o descarte de vacas para a temporada de parição na primavera nos EUA. No momento de descarte de matrizes os criadores enfrentam decisões difíceis. O descarte ótimo no rebanho requer uma bola de cristal afiada que poderia ver o futuro.

    Se o regime de chuvas...
  • Carne gaúcha: uma trajetória de terra, campo e gente (Por Roberto Grecellé - SEBRAE)

    Informação | 14 de Janeiro de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    O dia a dia da pecuária de corte brasileira tem sido em favor da qualidade da carne produzida. Nas fazendas e nas indústrias, seja pelo zelo, pelos investimentos ou pelo aperfeiçoamento nos processos produtivos, os atores desta cadeia se empenham em produzir a cada dia uma carne de qualidade superior. Sim, é possíve...
  • Pecuária de corte: uma opinião para o novo governo

    Informação | 13 de Janeiro de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Júlio Barcellos, Prof. Titular, Fac. de Agronomia – NESPro/UFRGS

    Numa análise mais crítica, é preciso entender que desde que surgiu a palavra agronegócio em nosso vocabulário, é afirmado que em todas as suas dimensões só ocorrem “maravilhas”. O que é um profundo equívoco, quase viciado, de quem defe...
  • Comunicação como insumo fundamental para o agro

    Informação, Mercado | 11 de Janeiro de 2019
    Foto: AgroEffective
    Nestor Tipa Júnior
    Jornalista e pós graduado em Marketing no Agronegócio. Sócio-diretor da AgroEffective A agropecuária faz parte de um dos setores mais sensíveis à críticas e informações prejudiciais no Brasil. A opinião pública, por vezes, é severa nas cobranças aos produtores rurais e agroindústrias. Ba...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais