Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 03/04/2020

Redes sociais

Agendade eventos

Últimosartigos

Leilões: História, suas Dinâmicas, e Psicologias - Cap. 2 – Primerios Leilões no Brasil

Informação | 17 de Novembro de 2016

Venda de escravos no Rio

Foto: Divulgação/Assessoria

                                                                                                           Texto de: Celso Jaloto Avila Junior – 17/Nov/2016

Apesar de, no Brasil Colonial, ser prática usual e oficial, a venda de escravos em praça pública, muitas vezes essa comercialização era realizada através de leilões. Entretanto, com o passar do tempo, os leilões se tornaram especialidade dos vendedores de objetos colecionáveis e de obras de arte, em todo mundo, inclusive no Brasil.

Segundo Caroline Fernandes Silva (Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense - UFF), em sua obra “Profissionalização e Especialização dos Leilões de Arte no Rio de Janeiro”, ela nos relata muito bem a situação dos leilões, na praça do Rio de Janeiro, no Século XIX.

Após 1808, com a chegada da família real portuguesa, o leilão como atividade comercial teve uma grande expansão. O comércio ficou aquecido e o afluxo de mercadorias importadas veio de todos os lugares. Logo, onde tem mercadoria e compradores, sempre haverá leilões e leiloeiros. Entre eles se destacou o comerciante e corretor, imigrante inglês, Jorge João Dodsworth, que ficou conhecido por ter sido o vendedor do “Jornal Correio Brasiliense”. No “Jornal Gazeta”, do Rio de Janeiro, em outubro de 1818, na seção de Avisos, há uma nota deste leiloeiro Dodsworth informando aos clientes que, em seu armazém situado na Rua da Alfândega nº 14, ele continua recebendo mercadorias diversas para ser vendidas em seu próximo LEILÃO.

Este tipo de propaganda, veiculada principalmente no “Jornal do Commercio”, do Rio de Janeiro, começou a aparecer com maior frequência a partir da metade do Século XIX. Isso leva o governo federal a estabelecer impostos e regulamentar as atividades dos leilões e as funções dos leiloeiros.

O Decreto nº 361, de 15 de Junho de 1844, estabeleceu o “Regulamento para o lançamento, arrecadação e fiscalização dos impostos a que são sujeitas as lojas e casas de comercio, e as de leilão”.

O Decreto Nº 858, de 10 de Novembro de 1851, estabeleceu o “Regimento para os Agentes de leilões da Praça do Rio de Janeiro”. A referida legislação continha 36 artigos, distribuídos entre 3 capítulos (1- Da nomeação dos Agentes de leilões; 2- Da suspensão, e destituição dos Agentes de leilões, e da imposição das multas; e 3- Das funções dos Agentes de leilões).

No ano de 1862, o artista francês François Auguste Biard, publicou em Paris a sua obra “Deux Années au Brésil”, reunindo relatos e imagens por ele produzidos nos anos 1858 e 1859, quando aqui esteve no Brasil. Um dos relatos e imagens são referente à venda de escravos na cidade do Rio de Janeiro. Biard testemunhou duas vendas, uma feita em uma loja e outra em residência particular. O francês destaca curiosamente, que ambas as vendas não havia muita diferença na ação de vender, a não ser na residência o leiloeiro estava “em pé sobre uma cadeira, segurando um pequeno martelo em sua mão”. Na parte central da gravura um pretendente comprador examina a boca da escrava e pelo chão, diversos outros itens que provavelmente seriam leiloados.

Ilustração:
• Gravura pintada por “François Auguste Biard” – Rio de Janeiro 1858.

Maisartigos

  • Produção de touros: negócio para especialista

    Genética, Informação | 15 de Março de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

    Na pecuária de corte, algumas pessoas dividem os produtores em dois grupos: o do pecuarista comercial, dedicado a produzir terneiros, à recria ou a animais para abate; e o do pecuarista produtor de touros, envolvido com rebanhos de gado “puro...
  • Os benefícios visíveis do quilo da carne

    Carne, Informação | 28 de Fevereiro de 2020
    Foto: Imagens da Internet
    Na segunda-feira, dia 17, o artigo “Os custos invisíveis do quilo da carne”, publicado nesta Folha, sugeriu a relação entre impostos e desmatamento, raciocínio formulado a partir de dois estudos recentes. Sem nenhuma repreensão aos autores, julgamos importante esclarecer alguns pontos para que decisões equivoca...
  • O diálogo necessário entre agricultura e meio ambiente

    Informação | 28 de Fevereiro de 2020
    Foto: Imagens da Internet
    Em vez do ‘nós contra eles’, é preciso compatibilizar as agendas globais do clima e da alimentação. Os dois setores da economia brasileira com maior visibilidade global são a agricultura e o meio ambiente. O protagonismo da agricultura brasileira se dá no comércio global de commodities agropecuárias. Nossa ...
  • Negocio Direto: fazendo em vez de esperar

    Informação, Mercado | 14 de Fevereiro de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

    A ação é melhor que a inércia. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, e por aí vai. O propósito deste meu texto é compartilhar algumas informações sobre o Grupo de Produtores...
  • EAD pode causar prejuízos na formação do médico veterinário

    Informação | 09 de Fevereiro de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por João Carlos Gonzales, presidente da Academia Rio-Grandense de Medicina Veterinária

    A recente autorização governamental para que instituições com curso de medicina veterinária utilizem 40% do tempo na forma de ensino a distância (EAD), isto é, por correspondência e/ou internet, despertou a atenção para pos...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais