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​PARDO SUÍÇO CORTE, SIMBRASIL e SHORTHORN: Criadores lutam para manter tradição

Genética | 05 de Setembro de 2017

Flavio Tusinho, de Glorinha, lamenta o desinteresse dos produtores pela Pardo Suíço, segundo ele, com grande aptidão para produção de carne e leite

Foto: Alina Souza

A demanda do mercado da carne coloca na linha de frente bovinos de raças com o Angus, Hereford e Braford. Ao mesmo tempo, deixa de lado linhagens pelas quais os pecuaristas perderam o interesse, por dificuldades que vão da preservação de matrizes até a comercialização. Mas há produtores que não se curvam às tendências e lutam para manter animais como o Pardo Suíço e o Shorthorn, criados no RS há mais de um século, e o Simbrasil, raça sintética que tende a ganhar espaço.

Paixão e inconformidade com o que chama de “modismos da carne” definem a insistência de Flávio Tusinho em manter sua criação de bovinos da raça Pardo Suíço. Tusinho cria o Pardo há 25 anos e seu desafio foi sempre melhorar o rebanho, hoje com 40 animais. Na Nova Esperança Agropecuária, propriedade que mantém em Glorinha, ainda produz suínos e feno. “O Pardo Suíço é uma raça de dupla aptidão. Sua carne é muito parecida com a carne Angus e o leite é superior ao da raça Holandês”, sustenta. Tusinho diz que, por ter dupla aptidão, com grande produção de carne por carcaça (cerca de 58%) e leite, este tipo de gado é ideal para as pequenas propriedades. “O que acontece é que o mercado da carne é determinado pela moda. Uma hora Charolês, outra hora Angus, agora Braford. O produtor acaba desistindo de raças mais antigas para conseguir uma comercialização melhor”, avalia o proprietário do Grande Campeão da raça Pardo Suíço na Expointer 2017, Bugre 229, de 1.145 quilos. O pecuarista preserva no Parque de Exposições Assis Brasil a casa da Associação Gaúcha de Criadores de Pardo Suíço. Até o ano passado, operava ao lado do prédio um restaurante oferecendo carne da raça, mas cansou. “Só não vou jogar fora um trabalho de 25 anos. Tenho esperança que a divulgação pode fazer a raça voltar a crescer”, arrisca. Dados da associação indicam que em todo o país o rebanho não chega a mil cabeças.

Pista para dois irmãos

Neste ano, na 40ª Expointer, dois irmãos se enfrentaram na pista central do Parque de Exposições Assis Brasil, durante a competição de bovinos Simbrasil. Eduardo Zoratto Borges de Assis, de 17 anos, e Rodrigo Zoratto Borges de Assis, de 12, levaram os melhores da raça para disputar os títulos de Grande Campeão e Grande Campeã. Rodrigo obteve o grande campeonato com o touro Angico T1 Tarzan. Eduardo, ganhou com a fêmea Angico V2 Vitória. Os garotos são veteranos na Expointer. Desde 2009, dividem a propriedade da Cabanha Angico, em Jaquirana, com um rebanho Simbrasil de 150 animais. O ano de 2017, entretanto, foi o primeiro em que não houve outros criadores concorrendo na raça. O pai dos meninos, o pecuarista Eduardo Borges de Assis, da Fazenda Santa Terezinha, vizinha à Angico, diz que até o ano passado expositores de outros estados traziam competidores. “Neste ano, só o Eduardo e o Rodrigo trouxeram”, diz Assis, um dos poucos a investir nesta genética em solo gaúcho e que vê no entusiasmo dos filhos o futuro deste tipo de animal. A Simbrasil é uma raça jovem, surgiu no Brasil em 1945. Resultante do cruzamento do Simental com os zebuínos brasileiros, já tem 35 mil animais registrados na Associação Brasileira de Simental e Simbrasil. Com dupla aptidão, para carne e leite, tem animais bem adaptados ao clima do país. “Eles crescem bem e são fáceis de manejar”, conta Rodrigo, cuja intimidade com o assunto surpreende.

Associação sem recursos

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Shorthorn, Thales Medeiros Ferreira da Costa, não se curva às dificuldades, à falta de associados e ao interesse restrito pelos bovinos criados por sua família há mais de 100 anos. Na Cabanha Ibirocai, em Alegrete, mantém 250 exemplares da raça, o maior rebanho Shorthorn registrado no Brasil. Para a 40ª Expointer, trouxe seis machos e duas fêmeas. Disputa consigo mesmo os títulos de campeões, pois outros produtores que haviam no Estado foram deixando de comparecer. “A falta de estímulo e o custo alto de trazer os animais foi afastando todo mundo”, reconhece o criador. Costa afirma que só o gosto pela atividade ainda justifica a vinda à Expointer. A casa da associação é mantida com dinheiro de seu bolso e a diretoria da entidade é apenas uma formalidade. “Há alguns anos um vendaval arrancou o telhado da associação, tive de me virar e consertar”, conta o veterinário, que orgulha-se do passado da família, que desde 1960 investiu em genética para o melhoramento dos bovinos. No total, no Brasil, há cerca de mil bovinos registrados da raça Shorthorn, mas o produtor alegretense acredita que o número de cabeças possa ser maior. “É uma raça britânica de grande qualidade, com carne marmoreada (entremeada de gordura que garante maciez), capacidade materna excelente e com variedade leiteira. Perdeu paro o marketing das outras raças”, reflete.

Fonte: Correio do Povo (02 set 2017)

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