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Brangus: a importância da genética nacional nas Centrais de Inseminação

Genética, Informação, Mercado | 12 de Agosto de 2018

Brangus: a importância da genética nacional nas Centrais de Inseminação

Foto: Divulgação/Assessoria

Por Fernando Furtado Velloso
Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

A Associação Brasileira de Brangus (ABB), com suporte da Assessoria Agropecuária, realizou um levantamento dos touros Brangus nacionais ativos nas centrais de inseminação. Apesar de ser uma informação simples, servirá de base para melhor entendimento e acompanhamento da raça no mercado de sêmen. Em 2017, o Brangus comercializou, no Brasil, aproximadamente 350 mil doses de sêmen, e há uma expectativa muito positiva em relação ao mercado de reprodutores e crescimento da participação da raça na inseminação artificial.

O levantamento foi realizado de forma muito simples: pedido de apoio à ASBIA (para que todas as empresas participassem), contato direto com as centrais e consulta nos sites e catálogos das empresas. Assim, agrupamos as informações referentes a touros, genética, origem, centrais etc. Apresento, aqui, algumas informações obtidas deste primeiro trabalho e, em breve, pretendo tabular mais informações sobre a genética dos animais.

– A raça Brangus tem 71 touros nacionais ativos em 15 centrais de inseminação;
– As empresas com maior número de touros Brangus nacionais são: C.O.R.T. Genética (13), Alta Genetics (10) e GENEX (9), totalizando 32 touros e 45% do total;
– Os touros pretos são a maioria, com 51 animais (72%), e os vermelhos totalizam 20 animais (28%);
– A idade média dos touros é de seis anos, sendo o mais velho nascido em 1998 (20 anos) e o mais jovem, em 2016 (dois anos);

Algumas fazendas têm destaque como fornecedores de genética, e apenas quatro criadores participam com 45 touros ou equivalente a 63% do total. Por ordem de quantidade, estão: GAP Genética – Uruguaiana/RS (25 touros); JMT Agropecuária – São Gabriel/RS (7 touros); Brangus Guapiara – Castro/PR (7 touros); e Brangus Santa Cruz – Tapejara/PR (6 touros).

Revisando os touros pais mais influentes e o país de origem, é possível notar que os pais nacionais são bem utilizados:

– Touros pais do Brasil com filhos em centrais de inseminação: GAP F825 “Ninja” (8 filhos); e Sta Cruz 3475 “Malibu” (3 filhos).
– Touros pais da Argentina: Quilpo 2014 Don Raul “Soberano” (3 filhos); e Tres Cruces Cardenal 4312 “Don Ciriaco” (3 filhos).
– Touros pais dos EUA: Csonka of Brinks “Csonka” (3 filhos).

A maioria dos touros listados participa de programas de melhoramento genético em maior número, no programa Natura, e, em segundo lugar, no Promebo. A informação positiva é que a maioria dos selecionadores Brangus participa desses programas usando, assim, critérios objetivos na seleção dos animais. Especificamente em relação às informações técnicas sobre Peso ao Nascer e Facilidade de Parto, nota-se uma carência, pois apenas metade dos doadores apresentam dados de DEP para Peso ao Nascer. Esta é uma característica que o mercado de inseminação vem buscando, pois o sêmen de Brangus está sendo bastante direcionado para o uso em novilhas F1 (Angus x Nelore). Selecionar animais e linhagens com facilidade de parto e disponibilizar essa informação ao mercado é uma boa dica aos produtores de genética Brangus, pois é uma demanda do mercado e uma necessidade dos rebanhos. A ABB pretende, também, estimular os seus associados a coletarem informações de carcaças de seus reprodutores para qualificar ainda mais o cruzamento com zebuínos ou novilhas F1.

A realização contínua (anual) deste levantamento de touros Brangus nacionais no mercado de inseminação poderá gerar boas informações e compreensão sobre o mercado da raça. A Associação Brasileira de Brangus tem como objetivo valorizar e demonstrar a qualidade da genética Brangus nacional, e somente com informações atuais e transparentes irá alcançar este objetivo. Li e também ouvi de algum bom palestrante: a informação é transformadora. Acredito e repito: a informação é transformadora.

Baixe a lista completa clicando aqui.

* Publicado na coluna Do Pasto ao Prato, Revista AG (Agosto, 2018)

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