Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 20/05/2019

Redes sociais

Agendade eventos

Últimosartigos

Embrapa: Algoritmos no comando das nossas vidas

Genética, Informação, Mercado | 19 de Fevereiro de 2019

Embrapa: Algoritmos no comando das nossas vidas

Foto: Imagens da Internet

Algoritmos fazem, cada vez mais, parte das nossas vidas, razão por que precisamos entender o que são e as possibilidades que nos oferecem. É fácil entender a função dos algoritmos quando os comparamos, por exemplo, a uma simples receita. Para fazer um bolo é necessário seguir um conjunto definido de instruções ─ pré-aquecer o forno; misturar farinha, açúcar e ovos; adicionar fermento; despejar em uma assadeira; e levar a assar por tempo determinado. Algoritmos, como receitas, são instruções detalhadas para resolver um problema ou concluir uma tarefa. E eles se tornaram amplamente conhecidos como elementos essenciais no funcionamento dos computadores, que são parte do nosso dia a dia.

Os computadores não entendem a nossa linguagem e, por isso, os programadores criaram linguagens que servem de ponte entre nós, humanos, e a máquina. Assim, escrevem algoritmos para dar comandos à máquina, desde os mais corriqueiros, como fazer um cálculo matemático, até os mais complexos, como interpretar imagens ou controlar satélites na órbita da terra ou de outros planetas. Esse é um campo do conhecimento que vem alcançando avanços vertiginosos nos últimos anos, a ponto de muitos afirmarem que o futuro pertence aos algoritmos, que estarão no comando de indústrias, do comércio, de veículos autônomos e até de robôs que mimetizarão seres humanos nas mais variadas atividades.

Já fazem parte do nosso dia a dia os algoritmos desenhados para gerar imensos volumes de dados a partir do nosso uso sistemático de computadores e smartphones ou de objetos de uso cotidiano – principalmente utensílios domésticos e vestimentas. Ao usar mecanismos de buscas na internet, navegar pelas mídias sociais ou realizar compras online, estamos alimentando bases de dados sobre o nosso comportamento e preferências. Assim, algoritmos cada vez mais sofisticados são usados para gerar nossa história de vida e encontrar padrões em nossos dados que indiquem o que gostamos de consumir, os esportes que praticamos, com quem nos relacionamos, e até mesmo decisões que tomaremos no futuro. As implicações de tais avanços são obviamente enormes, embora muito difíceis de mensurar de forma precisa.

Mas, à medida que a sofisticação dos algoritmos permitir produzir e utilizar Inteligência Artificial (IA) na prática, as discussões em torno dessas implicações irão, inevitavelmente, se aprofundar. Essa realidade virá com a crescente produção e disseminação de dispositivos capazes de simular habilidades humanas, que, por sua vez, incluem a capacidade de ver, ouvir, tomar decisões e resolver problemas. A expectativa é que, em breve, tenhamos dispositivos que mimetizem capacidades humanas, entre elas o raciocínio e a inteligência. Tais avanços poderão ter um efeito transformador, representando grandes oportunidades em diversos campos da atividade humana, como medicina, comércio, finanças, educação, agricultura, transporte, etc.

Tais avanços poderão também representar perigos, para os quais não estamos preparados. Imagine quando se disseminarem dispositivos operados por algoritmos capazes de imitar o nosso cérebro e “aprender” funções complexas por meio da repetição de tarefas com melhoras e aperfeiçamentos sucessivos. Dispositivos que possam ser treinados a “pensar” de forma semelhante a nós, humanos, buscando aprimoramento contínuo com base na experiência. O que assusta é a possibilidade de tais máquinas se tornarem mais capazes que nós, fenômeno conhecido como “singularidade” – a possível emergência de dispositivos aptos ao autoaperfeiçoamento, gerando uma superinteligência que altere radicalmente a civilização e a natureza humana.

O que parece ficção científica precisa ser levado a sério por uma razão muito simples: enquanto nós, humanos, acessamos e aprimoramos conhecimento ao longo de anos de dedicação e estudo ou de inúmeras interações com outros humanos, os computadores interligados em grandes redes globais e munidos de algoritmos capazes de autoaperfeiçoamento poderão acessar e processar imensas quantidades de dados e informações em grande velocidade, livres de quaisquer barreiras temporais, culturais ou linguísticas. Ganhariam, assim, a capacidade de resolver problemas extremamente complexos e aprender novas habilidades de forma significativamente mais rápida que nós, com consequências imprevisíveis.

A emergência da Inteligência Artificial prenuncia o limiar de uma nova era, com profundas implicações para a sociedade. Diante disso, governos mais atentos, apoiados nas suas comunidades científicas, estão definindo agendas que orientem o desenvolvimento da Inteligência Artificial, e também definindo medidas para identificar e gerir riscos, sem retardar o progresso científico e tecnológico. A tarefa é complexa e precisaremos usar nossa criatividade e imaginação para nos colocarmos sempre à frente dos algoritmos. E mais, precisaremos ser capazes de ensinar às gerações futuras a habilidade da reinvenção, que as permitam superar os perigos criados pela própria engenhosidade humana.


Por: Maurício Antônio Lopes (Pesquisador da Embrapa)
Fonte: Embrapa

 

Maisartigos

  • Raças são feitas de genes, pessoas e ações

    Genética, Informação | 15 de Maio de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha Participo, hoje (25/04), de um evento do Charolês na unidade da Embrapa em Bagé/RS, a 2ª Prova de Avaliação a Campo (PAC) e Consumo Alimentar Residual (CAR). A raça charolesa, até pouco tempo, vinha muito desconsiderada e esquecida entre...
  • Como produzir o Touro Jovem Angus nº1? (Ou em outra raça)

    Genética, Informação, Mercado | 15 de Abril de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Envolvido em nossas tarefas rotineiras com reprodutores e, atualmente, mais com doadores de sêmen ou candidatos a tal, troquei, em 21 de março, várias mensagens com o nosso colega e cliente Ney Conti, da empresa Zebu Fértil. Em uma delas, revisando documentos de novos touros Angus que terão sêmen coletado, falávam...
  • IATF gera ganhos que superam R$ 3,5 bilhões nas cadeias de produção de carne e de leite

    Genética, Informação, Mercado | 28 de Março de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Boletim Eletrônico do Departamento de Reprodução Animal/FMVZ/USP
    Edição 2, de 21 de março de 2019

    (Cada R$1,00 investido na tecnologia gera retorno de R$4,50; Mercado conta com 3.800 especialistas no campo) Segundo estimativas do Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da ...
  • Céu de brigadeiro para a terneirada

    Genética, Informação, Mercado | 15 de Março de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha Os analistas de mercado se debruçam sobre séries históricas de preços, estoque, abates, mercado futuro, mercado de grãos, precipitação, cenários políticos e econômicos nacional e internacional para traçar tendências de preço para o...
  • "Debreia" nas DEPs

    Genética, Informação, Mercado | 15 de Fevereiro de 2019
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

    Não se assustem, pois não venho aqui questionar ou criticar o uso dos dados dos programas de melhoramento de bovinos, pois participo desta igreja e também sou um pregador da seleção objetiva. Talvez eu faça mais esta pregação que muitos p...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais