Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 05/06/2020

Redes sociais

Agendade eventos

Últimosartigos

Quebrando os 7 mitos comuns sobre o Colostro

Informação | 08 de Abril de 2020

Quebrando os 7 mitos comuns sobre o Colostro

Foto: Alta Genetics

Na corrida entre os anticorpos do colostro e as bactérias do ambiente, quem você gostaria que ganhasse?

Não conseguimos mensurar o número de artigos que existem sobre a importância do colostro para uma bezerra recém-nascida. Frequentemente ouvimos falar em qualidade, quantidade, tempo e sanidade do colostro. No entanto, o que às vezes é esquecido são os mitos comuns associados ao colostro.

A Especialista em Produção e Nutrição de Laticínios, Chelsea Schossow, desmistificou muitas das dúvidas que ainda assombram os criadores e divulgou os 7 maiores mitos sobre o tema.

Mito 1: IgG é o único ingrediente benéfico no colostro.

Sim, as IgGs protegem os bezerros até desenvolverem sua própria imunidade. No entanto, o colostro contém vários compostos imunes e de crescimento, além de proteínas, gordura, vitaminas, minerais e aminoácidos que são vitais para o desenvolvimento digestivo inicial do bezerro.

Mito 2: A mistura do colostro de todas as vacas frescas melhora a qualidade geral.

A realidade é que, ao misturar o colostro, é muito fácil transmitir doenças, incluindo o vírus da leucemia bovina, para vários animais em vez de um ou dois. Além disso, o “pool” geralmente enfatiza demais o colostro de baixa qualidade com seu alto volume e baixa concentração de anticorpos.

Mito 3: Quanto mais grosso o colostro, melhor.

A concentração de IgG não pode ser determinada visualmente, e mesmo que duas amostras de colostro de vacas diferentes na mesma fazenda pareçam idênticas, sua concentração de IgG pode variar significativamente. Para realmente saber se o colostro é de boa qualidade, ele deve ser avaliado. Leituras no refratômetro de Brix acima de 22% são consideradas de boa qualidade para alimentar recém-nascidos para transferência passiva bem-sucedida quando alimentados com a quantidade correta. 

Mito 4: Todos os substitutos de colostro são iguais.

Quando uma vaca não produz colostro suficiente e não há nenhum armazenado, ir à casa agropecuária local geralmente é a solução. No entanto, é importante saber a diferença entre um substituto do colostro e um suplemento de colostro. Os suplementos geralmente são feitos a partir de colostro ou soro de leite e contêm 40 a 60 gramas de IgG por dose; eles são usados em adição ao colostro ordenhado quando a vaca não produz o suficiente para o bezerro. É importante considerar se o colostro ordenhado é de baixa qualidade. Mesmo com a adição do suplemento, o bezerro não terá uma transferência passiva eficaz. Os substitutos contêm entre 100 e 150 gramas de IgG por dose, a concentração ideal para uma bezerra recém-nascida. As substituições são usadas quando o colostro não está disponível para a recém-nascida.

Mito 5: Como o colostro possui tantos anticorpos, ele é imune a bactérias ambientais.

O colostro não é apenas nutritivo para a criação, mas também cria um excelente ambiente para as bactérias prosperarem. Armazenar adequadamente o colostro em recipientes limpos e higienizados e resfriá-lo rapidamente ajudará a impedir que as bactérias se alimentem dos nutrientes do colostro, que serão ingeridos pelo bezerro.

Mito 6: O colostro de novilhas deve ser descartado.

É verdade que as novilhas tendem a produzir menos colostro, mas a qualidade é geralmente aceitável. Além disso, a maioria dos rebanhos geralmente não possui vacas velhas o suficiente para fornecer colostro suficiente para alimentar todos os bezerros nascidos.

Mito 7: A melhor e mais rápida maneira de descongelar o colostro é em água muito quente.

Sim, esta pode ser a maneira mais rápida de preparar o colostro congelado para uma bezerra, no entanto, a água muito quente é inimiga dos anticorpos. Água acima de 60 ° C irá cozinhar e destruir os anticorpos necessários para o bezerro. É melhor descongelar o colostro congelado em banho-maria com água a 55 ° C lentamente.

O importante é sempre lembrar que o objetivo é criar um bezerro saudável para funcionar como substituto do rebanho. Frequentemente, os criadores ficam tão envolvidos com o cenário geral que esquecem do básico. Vale a todos reavaliar seu manejo e protocolos de colostro, e reconsiderar alguns desses mitos que surgiram na última década.

Fonte: Alta Genetics

Maisartigos

  • RS - Rumo a um novo status sanitário

    Informação | 04 de Junho de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Livre de Aftosa sem Vacinação
    Por Júlio Barcellos; Tamara E. de Oliveira; Anna I. C. Pereira Suñé


    O contexto: O Estado do Rio Grande do Sul, por meio de seu serviço veterinário oficial e a ação dos pecuaristas, durante os meses de março e abril, realizou a sua última campanha de vacinação previamente à apresen...
  • COVID: o empurrão que faltava aos leilões virtuais e certificados

    Informação, Leilões, Mercado | 15 de Maio de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha As vantagens dos leilões virtuais em relações aos leilões presenciais são inúmeras: não necessidade de transporte do gado para um recinto, venda com o peso da fazenda (sem quebras de transporte e manejo), menor stress para os animais (be...
  • Hereford e Braford: Prova de Avaliação a Campo auxilia na seleção de criadores

    Informação | 26 de Abril de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Realizada anualmente pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), a Prova de Avaliação a Campo (PAC) vem trazendo resultados promissores para os criadores das duas raças. Com a finalidade de identificar animais superiores em termos de genética para...
  • Quarentenando na COVID-19: é a hora do campo

    Informação | 14 de Abril de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha Relutei, protelei e resisti em redigir este texto. Envio com os prazos queimados e peço desculpas ao pessoal da AG. Imagino que, da mesma forma que tantas pessoas, fiquei um pouco confuso em como agir nesta época em que o País só fala na pa...
  • Produção de touros: negócio para especialista

    Genética, Informação | 15 de Março de 2020
    Foto: Divulgação/Assessoria
    Por Fernando Furtado Velloso
    Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha

    Na pecuária de corte, algumas pessoas dividem os produtores em dois grupos: o do pecuarista comercial, dedicado a produzir terneiros, à recria ou a animais para abate; e o do pecuarista produtor de touros, envolvido com rebanhos de gado “puro...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais