Cadastre-se no site

Cadastre-se e fique informado em primeira mão sobre os principais acontecimentos da Assessoria Agropecuária
Porto Alegre, 13/07/2020

Redes sociais

Agendade eventos

Últimasnotícias

AFTOSA: SC 20 anos sem vacinação, 28 anos sem a doença

Informação | 27 de Maio de 2020

José Zeferino Pedrozo

Por: José Zeferino Pedrozo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Em outubro de 2006, o Ministério da Agricultura pediu a convocação de assembléia extraordinária da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), em Paris, o que ocorreria em 2007, para que esse organismo internacional fizesse o reconhecimento de Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação. Na ocasião, o então ministro Luiz Carlos Guedes Pinto atendia pedido de uma comissão de alto nível formada por dirigentes da Faesc, do Sindicarne, da Secretaria de Estado da Agricultura e do governador Eduardo Pinho Moreira.

A comissão entregou ao ministro, em Brasília, um dossiê comprovando que, na prática, o Estado já desfrutava dessa condição (área livre sem vacinação), mas faltava a chancela da instituição mundial.

Na ocasião, como presidente da Faesc, ressaltei ao ministro que o Estado estava há 14 anos sem ocorrência de aftosa e há seis anos sem vacinação, configurando um status sanitário único no Brasil. Hoje já são 28 anos sem a doença e 20 anos sem a vacinação. O ministro não apenas assumiu o compromisso de defender o Estado junto à OIE como também apresentou o cronograma de trabalho, com o detalhamento das atividades que sustentariam o projeto de definição de Santa Catarina como zona livre de aftosa sem vacinação.

Nossa missão foi vitoriosa. A reunião da comissão científica da OIE ocorreu em março de 2007 e aprovou o pedido brasileiro. Em maio do mesmo ano, em Paris, a 66ª assembleia anual da OIE proclamou Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação, da qual tive a honra em participar.

Esse reconhecimento revolucionou o mercado de carnes, proporcionando o início das negociações para exportação de carne suína, bovina e de aves para diversos países do mundo.

Hoje, ao festejar essa conquista, é justo e necessário assinalar que o Estado de Santa Catarina, em razão de um sério e perseverante trabalho dos produtores rurais, das agroindústrias e do Governo catarinense, criou, manteve e aperfeiçoou um notável sistema de defesa e vigilância sanitária animal que se tornou um paradigma nacional com reconhecimento internacional.

Importante também realçar o papel do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA) dentro do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) em Santa Catarina. Parceiro do Sistema FAESC, o ICASA contribui para a manutenção do status sanitário catarinense e realiza por ano, com o apoio dos Sindicatos Rurais, aproximadamente, 50 mil visitas orientativas às propriedades com criação de animais.

Assim, Santa Catarina tornou-se uma ilha de sanidade em todo o país porque, paralelamente à produção de alimentos cárneos, opera um avançado e competente sistema de vigilância, fiscalização e controle sanitário que monitora todas as fases da produção pecuária. Esse sistema foi estruturado arduamente e exigiu sacrifícios, investimentos, estudos e pesquisas da sociedade, tornando-se, portanto, um patrimônio dos catarinenses, dos produtores rurais e das agroindústrias.

Uma avaliação retrospectiva revela que chegar a essa conquista, hodiernamente consolidada, não foi fácil. Recordo que houve quem entrou em juízo contra a suspensão da vacinação. O conceito era avançado para a época, muitos não entendiam que o status de área livre de aftosa sem vacinação permitiria – como de fato permitiu – que os produtos catarinenses chegassem aos mais remotos mercados do globo, gerando milhões de dólares em divisas para o país e sustentando milhares de empregos no campo e na cidade. A febre aftosa é uma das mais temidas doenças dos grandes animais, a sua existência impede a comercialização de outras espécies, quer na forma viva ou de seus produtos cárneos e industrializados.

Podemos festejar e planejar. Potencial para crescimento é o que não falta ao Brasil e a Santa Catarina, que possuem aptidão natural para pecuária em função de suas excepcionais condições edafoclimáticas e ainda possibilidades de obtenção de expressivos ganhos de produtividade. Isso é resultado de trabalho, pesquisa, ciência e dedicação.

Confira o vídeo do presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo: https://www.youtube.com/watch?v=5YyOIsxh3go

Por: José Zeferino Pedrozo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Fonte: MB Comunicações

Maisnotícias

  • Carne Pampa: Valores nutricionais e proteicos da carne em dissertação de mestrado

    Carne | 10 de Julho de 2020
    Foto: Fernanda Duarte e Grace Gadotti
    Visando elencar a busca contínua pela qualidade da carne bovina com seu dia a dia de trabalho, a Médica Veterinária Grace Adele Gadotti iniciou um Mestrado Profissional no Instituto Federal Catarinense (IFC). O estudo visa à aproximação das instituições de pesquisa e ensino com o setor produtivo, com projetos ori...
  • Mais de 90 touros Canchim comercializados em leilões

    Informação, Leilões, Mercado | 10 de Julho de 2020
    Foto: Maury Dorta
    No corrente mês de julho, dias 06 e 08, ocorreram 2 importantes e robustos leilões do Canchim, como total liquidez, numa forte demonstração pelo interesse em touros Canchim para o cruzamento e monta a campo.

    Dia 06.07.20 – 24º Leilão Canchim Paranaíba/MS – Canchim São Tome, de Dourivan Cruvinel – Leilosin

     ...
  • ABS: Produtor e especialistas explicam como a genética pode contribuir para a redução de custos na fazenda

    Genética | 09 de Julho de 2020
    Foto: Assessoria de Imprensa ABS
    Além dos aumentos já conhecidos da produtividade e eficiência na pecuária, a genética também apresenta o seu valor enquanto uma ferramenta mais que adequada para a redução de gastos nas propriedades. Seja no corte ou no leite, a escolha dos touros certos pode promover grandes economias na fazenda Quando se fala ...
  • Uruguai: forte queda na exportação de gado em pé

    Informação | 09 de Julho de 2020
    Foto: Blasina y Asociados
    El ejercicio que cerró al final de junio no solo trajo una muy baja faena, menor a dos millones de cabezas. También una muy baja exportación de ganado en pie. Con 125 mil vacunos el dato es menos de la mitad que la exportación del ejercicio anterior y suma a un muy fuerte aumento en el stock vacuno de este Dicose. Ad...
  • Wagyu e sua presença destacada em uma boutique de carnes na Argentina

    Carne | 09 de Julho de 2020
    Foto: CarneTec
    Em 1096, em Paris, foi criado o primeiro estabelecimento de venda de carnes (atual Place du Châtelet) e, assim, se iniciou a linhagem da Grande-Boucherie na França. Oitocentos anos depois, teve início a onda de imigração europeia até a Argentina, que trouxe consigo raças continentais e britânicas juntamente com a...

Nossosparceiros

Nossosclientes

Redes sociais