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TOP 100 Edição 2021 Zebuínos - Os Maiores Vendedores de Touros do Brasil

Informação, Mercado, TOP 100 2021 | 15 de Julho de 2021
Tecnologia, Conhecimento e Gestão a Serviço da Carne brasileira

Investimento em genética funcional com alto rendimento a campo e novas estratégias de comercialização marcam o Ranking Top 50 Zebuíno 2021.

A vocação para a produção de reprodutores zebuínos, o alto investimento em tecnologia, em conhecimento, em capital humano e em gestão aliado a um novo olhar sobre a comercialização de genética para a produção de carne de qualidade em ambiente sustentável são marcas fortes dos primeiros dos maiores vendedores de touros zebuínos do Brasil, conforme aponta o Ranking Top 100 2021. Na sexta edição, o levantamento, realizado pela Revista AG em parceria com a Brasil com Z e pela Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha, que já havia apresentado um cenário diferente de anos anteriores entre os produtores de genética taurina, também trouxe mudanças na comercialização da genética zebuína, com a genética CEIP Top 100 - Zebuínos liderando as vendas em 2020.

Para William Koury, zootecnista da Brasil com Z, “os produtores de touros, que são a semente melhoradora da pecuária, estão todos inseridos em programas de melhoramento, independentemente de ser CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) ou PO, controlado pela associação, o mercado tem buscado as certificações de qualidade do produto”. Ele afirma que não é algo que aconteceu de forma abrupta, e sim uma tendência que vem sendo acompanhada há pelo menos 20 anos. Se o mercado exige, o pecuarista atende, indo além dos números e certificações. Para Koury, isso não basta simplesmente para figurar entre os maiores ou participar dos programas. É preciso ter organização interna, e uma avaliação dentro de rebanho bastante forte. “A gestão destes projetos e a maneira como conduzem o processo de seleção tem sido fundamental, junto com o olho do selecionador na busca do animal mais produtivo e funcional”, destaca.

O que o Top 100 mostrou este ano é a tendência do que vem sendo observado desde que o levantamento começou: que o mercado de reprodutores no Brasil vem amadurecendo e se profissionalizando ano a ano. “Estar em uma seleta lista de 50 produtores de touros no País que tem a maior pecuária comercial do mundo é algo a ser comemorado”, provoca Koury. “É uma oportunidade de dar maior visibilidade para a marca, para a raça e para os programas de melhoramento nos quais esses rebanhos estão envolvidos, é sempre uma vitrine e esperamos que seja uma vitrine cada vez mais importante.”

Os depoimentos dos cinco primeiros colocados demonstram ainda que, além do compromisso com a qualidade e o aprimoramento, a intenção é chegar onde o cliente está. A pandemia, conforme Koury, acelerou um processo de concentrar no digital as vendas. Os leilões continuam sendo importantes como forma de valorização e vitrine das fazendas, mas as vendas diretas e o e-commerce vem ganhando cada vez mais espaço pois o comprador já está mais confortável com a ferramenta. “Eu acho que o comprador vai perdendo o medo do novo. Mas é importante reforçar: quanto mais credibilidade a marca e o produto passarem ao mercado, mais tranquila é essa transição do presencial, de tocar o animal, até a TV e da TV para a internet. Está mudando simplesmente o veículo”, conclui.

Presença multiplicada

No Top100 de 2021, a Agropecuária Jacarezinho pulou da segunda para a primeira colocação com mais de mil animais à frente da pontuação de 2020. No ciclo anterior, a AJ quase chegou lá, ficando atrás por uma diferença de apenas 18 animais. Este impressionante salto na venda de touros de um ano para outro se deve à busca da empresa por uma maior penetração em grandes estados produtores, como o Mato Grosso. E para isso comprou, em 2020, o rebanho da Fazenda São Marcelo. “Nosso CEO, Arnaldo Eijsink veio da São Marcelo, e conhecia todo trabalho desenvolvido lá. Fizemos uma compra de porteira fechada, que veio com todo o time da fazenda”, explica o gerente comercial da Agropecuária Jacarezinho, Rafael Zonzini.

A ideia, conforme Zonzini, era juntar forças, já que a Fazenda São Marcelo sempre foi muito forte em Mato Grosso, mas com expressão estadual. “Eles compravam genética nossa, através de sêmen e embrião. Já utilizavam a genética Jacarezinho. O que compramos foi um rebanho produtivo bem interessante, precoce, de lá do MT.” Então, para o gerente comercial, o negócio representou uma expansão da marca em rebanhos produtivos e com qualidade já certificada e resultados comprovados. “E tudo isso numa região obviamente de interesse, já que a Jacarezinho não tinha nenhuma propriedade no Mato Grosso, que é a locomotiva do agronegócio. Foi uma aquisição muito comemorada”, afirma.

A negociação para a aquisição da São Marcelo pela Jacarezinho aconteceu no começo do ano passado, mas a consolidação da união das marcas foi comemorada no Leilão Gigantes do Ceip, realizado em setembro, com transmissão pela TV e internet. Mais de 300 touros, todos com Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), foram comercializados em quase sete horas de remate, com faturamento de R$ 4 milhões

Embora o pregão tenha sido emblemático, a venda direta via e-commerce também teve grande peso para a Jacarezinho ao longo de 2020. “O e-commerce é algo que lançamos ano passado. Já queríamos em 2019 e montamos em abril de 2020. Então parecia que era por causa da pandemia, mas foi só coincidência”, garante. E essa preparação aconteceu devido a uma demanda muito forte por touros avaliados que estava se desenhando. “Lançamos o e-commerce tabelado por ponto de índice. Com esquema de parcelamento, o cliente entra e compra”. A estratégia, conforme Rafael foi fazer pressão de propaganda para a clientela entrar no e-commerce e conhecer o catálogo. “A gente vende 150 touros em cinco dias”, afirma.

E mesmo com o sucesso da ferramenta digital, a qual o mundo todo passou a se habituar ao longo desta pandemia, os leilões são uma metodologia que ainda tem tempo de vida pela frente, segundo Zonzini. “A gente conseguiu democratizar a genética através dos leilões. Pois se você quer apenas um touro, tem a oportunidade de comprar, já que é frete free. Por exemplo um pequeno produtor de uma região mais distante, a gente deu acesso. Eu não consigo fazer isso no e-commerce, pois não tem como fazer rota. Então cada um tem suas vantagens e oportunidades”. Zonzini pondera que leilão é sempre pelo maior preço e que no e-commerce o valor é tabelado, entretanto é uma metodologia de venda mais barata para o comprador, pois não tem comissão.

A nova prática tem revelado um novo tipo de comprador. O influencer pecuário, que deseja comprar a genética Jacarezinho e acaba reunindo parentes e amigos próximos para fechar uma carga. “Tem sempre alguém que é mais influente, ou convincente na região. Junta dois touros para o tio, um para o irmão, três para o vizinho e daqui a pouco já tem dez touros comprados. No Nordeste temos visto muito isso, especialmente com pequenos produtores. O próprio Mato Grosso, mais para o norte tem também pequenos produtores que querem acessar essa genética e se juntam em uma determinada linha ou região”, confirma.

Levantamento realizado em 2020 pela empresa apresentou números impressionantes. “Quase 70% dos touros Ceip em regime de coleta, contratado em centrais coletando e comercializando sêmen, tem genética Jacarezinho na linha alta ou na linha baixa. Isso mostra obviamente a consistência, a robustez dos dados e da genética AJ. Foi um levantamento bem preciso dos touros Ceip que estão em central para demonstrar a força dos números e da genética, uma credibilidade e também uma fidelidade da clientela da genética AJ”, revelou Zonzini.

Se o salto da venda de touros foi grande, a ideia da empresa é continuar crescendo. “Vamos chegar a quatro mil touros - estamos no caminho. E, quando chegar lá, vamos querer mais, pode anotar”, provocou Rafael Zonzini. E a liderança no Top 100 é mais um estímulo, segundo ele. “A gente ficou lisonjeado de participar e estar no topo da lista, mas também nos coloca numa posição de que não dá pra ficar parado, pois está todo o mundo buscando o aumento de produção, investindo em boa genética. Isso nos desafia a subir.”

Foco no virtual

Com 360 touros a mais em relação ao último levantamento, a Nelore Grendene ficou com a segunda colocação no Top 100. Em 2021, já promete chegar aos 2,2 mil, juntando vendas de leilão e diretas. Enquanto comemora os resultados e projeta crescimento constante, o diretor de pecuária da Grendene, Ilson Ribeiro Corrêa, avalia as mudanças que aconteceram no último ciclo, provocadas pela pandemia, no que diz respeito à comercialização de touros. “O resultado foi melhor do que eu imaginava. E se você conversar com todo o mundo vai ver que será difícil voltar ao leilão presencial como era antes. O pecuarista já aprendeu a trabalhar com o virtual”.

Corrêa afirma que para que as transações aconteçam a contento, o comprador deve conhecer as empresas que fazem um trabalho sério e que tem boa genética, por isso, estar em um ranking como o Top 100 é visto com alegria pelo diretor. “É prazeroso, o coroamento de um trabalho que viemos fazendo, pois nos preocupamos com a quantidade mas especialmente com a qualidade e o valor do produto que colocamos no mercado”. Conforme Corrêa, a chancela estimula a continuar crescendo e para além do já projetado para 2021.

Mesmo com o entusiasmo gerado pelos bons resultados das vendas diretas e nos leilões virtuais, a Grendene não perde as esperanças de retomar os remates presenciais. “Pretendemos fazer o Mil Touros do ano que vem presencial, em comemoração aos cem anos da Fazenda Ressaca, estamos torcendo para que tudo se acomode até lá”, adianta. E o Leilão comemorativo já tem até data marcada: 6 de agosto de 2022. Este ano o Mil Touros acontece em 1º de agosto e será apenas veiculado pela tv.

Corrêa externa um sentimento comum a quem está habituado à festa e ao corpo a corpo que os leilões presenciais permitem. “Sentimos falta do movimento, do barulho, de trazer o pecuarista pra dentro de casa, trocar figurinhas, conversar, trocar tecnologias. Nós não recebemos só comprador, recebemos amigos também”, desabafa.

Tradição e confiança

Em terceiro lugar no ranking dos zebuínos, a Agropecuária CFM consolida a presença constante no Top 100, com 1412 animais. O gerente de pecuária da CFM, Tamires Neto, afirma que essa permanência entre os primeiros colocados tem conexão direta com o programa de melhoramento genético que existe desde o início da década de 1980. “Figurar há vários anos no ranking dos maiores vendedores de touros do país significa que temos o aval dos criadores, que confiam na seriedade do nosso trabalho e percebem os benefícios de usar nossa genética em seus rebanhos”, salienta. Ele conta que a CFM já comercializou mais de 44 mil touros para todos os estados brasileiros e também para o Paraguai.

Mesmo comemorando os bons números e a evolução em comercialização de touros, Neto garante que quantidade não é o foco da empresa. “A pecuária é um negócio e, como tal, precisa ter rentabilidade. Assim, focamos o nosso investimento na busca da alta produtividade e na produção de animais cada vez mais eficientes, sempre com visão de longo prazo”. E com essa visão de longo prazo, a fidelização dos clientes também é um fator observado. “Mais de 60% dos touros CFM são vendidos para criadores que já usam nossa genética. É um elevado nível de fidelidade e isso só ocorre devido ao desempenho que proporcionamos nas suas fazendas.”

Assim como a Grendene, a CFM também mantém nos leilões a maior concentração de vendas de reprodutores. Ao longo dos anos houve o avanço dos leilões virtuais pela TV, o que democratizou o acesso de produtores de várias partes do país, em função de condições especiais e frete gratuito, mas até 2019, com leilões presenciais televisionados. Em 2020 e 2021, a pandemia tornou o pregão exclusivamente virtual, mas sem mudança relevante no perfil dos compradores. Conforme Tamires Neto, as vendas diretas apenas complementam as compras dos clientes, sem representatividade no total.

Líder absoluta no mocho

A Nelore CV não só segue firme como líder na venda de touros Nelore Mocho como escalou o Ranking da última edição para cá. Da nona posição no Top 100 2020, passou para o quarto lugar em 2021, com 810 touros comercializados. O pecuarista Carlos Viacava afirma que o limite da fazenda é de 2,5 mil matrizes. “A meta é mil touros vendidos, mas esse número às vezes oscila. Nossa pressão de seleção é na precocidade, com avaliação da ANCP.”

A comercialização da CV foi fruto de um mix de canais de venda. Estrearam no De Olho na Fazenda, pelo Canal do Boi, onde os animais ficam por quase 15 dias sendo expostos na programação da TV e na internet, com preço fixo. Depois, o Superbid, um site de vendas na internet no qual as vendas são realizadas em períodos semanais e a CV ficou exposta por três semanas. O que restou desta comercialização foi para o leilão, realizado em agosto.

“Eu sempre fiz dois leilões presenciais, um em cada fazenda, com gente, amigos, visitas, aquela festa. Mas o número de pessoas presentes estava diminuindo. Hoje o mercado acostumou tanto e virou tudo virtual”. Ele explica que é possível ter todas as informações através das avaliações completas disponíveis, as imagens do lote, e o conhecimento da tradição da CV, de 35 anos.

Sobre a entrega, Viacava conta que aprendeu com o pecuarista gaúcho Pedro Monteiro Lopes, a fazer a tabela de frete, variável pela distância e quantidade de animais, que beneficia o comprador que adquirir mais reprodutores. E, para o pagamento, busca uma via diferente da habitual, que vende com 30 parcelas. “Meus custos são à vista, parcelar em 30 meses é complicado. Eu sempre quis fazer 1+9 (parcelas), pois daí dá mais transparência ao comprador, fica mais fácil de fazer a conta. Por isso há três anos venho trabalhando assim”, brinca.

Qualidade de pasto e de genética

Pela primeira vez no Top 5 do ranking, a Fazenda Heringer aposta na qualidade do pasto para expressar o potencial da genética. Aliando os dois produtos do grupo (fertilizantes e pecuária), a Heringer garante que é possível triplicar a lotação de animais em uma fazenda, em relação à média nacional. “A gente trata o capim como uma cultura qualquer. Adubamos no plantio, de cobertura e cuidamos como uma lavoura. Sem correção, uma pastagem normal pode atender, em média, 0,8 cabeça por hectare. Nossa média é de três, chegando a quatro na época das águas”, afirma o diretor de pecuária Victor Paulo Miranda.

Além de demonstrar o potencial da genética Heringer criado a pasto, a empresa atua com melhoramento, por dois programas. E além disso, estudam e observam muito os resultados em habilidade materna. E vão além dos números oferecidos pelo computador. “Tentamos acasalar um a um, olhamos o melhor do acasalamento de cada touro escolhido dos produtores nacionais das centrais. É um trabalho minucioso para não errar, por que um erro leva muito tempo para ser corrigido.”

Mais de dois terços da comercialização de touros da Heringer aconteceu direto na fazenda. Dos 720 reprodutores comercializados, 230 foram vendidos no leilão e os demais em venda direta. “Tenho alguns clientes grandes que compram muitos animais, só um chega a adquirir 160 touros, outro 60, e por aí. Por isso a venda fora do leilão acaba sendo mais numerosa. Mas a média em leilão supera R$ 25 mil”, completa.

Confira a lista - TOP 50 Zebuínos - Os Maiores Vendedores de Touros do Brasil 2021, clicando aqui.

* Publicado na Revista AG (Julho, 2021)

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