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MG: Pesquisadores da Ufla incentivam pecuaristas a criar gado Angus

Genética | 07 de Janeiro de 2014

Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla) têm incentivado pecuaristas do Sul de Minas a criar o gado Angus. Comum na Argentina, a raça produz uma carne de melhor qualidade, que é bastante macia. Na comparação com o gado nelore, o angus adulto é mais baixo, só que mais encorpado. Ele é um animal precoce, que atinge o porte para abate mais rápido. Segundo especialistas, ele tem uma genética privilegiada quanto à qualidade da carne.

Na comparação com o gado Nelore, o Angus adulto é mais baixo, só que mais encorpado. Ele é um animal precoce, que atinge o porte para abate mais rápido. Segundo especialistas, ele tem uma genética privilegiada quanto à qualidade da carne.

Entre 2012 e 2013, existiam 1.134 animais da raça pura em Minas Gerais. Em Careaçu (MG), a espécie é criada há 10 anos em uma propriedade da cidade, onde a prioridade é o melhoramento genético da carne. Os lucros vêm principalmente da venda de sêmen, que cresce cerca de 30% ao ano. Só um dos melhores touros da fazenda vendeu 80 mil doses de sêmen nos últimos dois anos. Os animais não aproveitados são vendidos para corte.

Entre os argentinos, a carne do gado Angus representa até 70% do consumo. A raça teve origem na Europa, onde predomina o frio. No Brasil, a criação se concentra no Sul do país. Por isso, um dos grandes desafios é adaptar o animal ao clima do Sul de Minas. O objetivo dos pesquisadores é cruzar as características do angus com o nelore e obter um gado com as melhores características de cada um. "Um bicho de melhor qualidade no prato. É isso que a gente busca. Os exames de ultrassonografia mede o marmoreio da carne, que é a gordura dentro das fibras. Quando a dona de casa leva essa carne para o fogo, essa gordura derrete e é o que dá o sabor e a maciez da carne", diz o gerente agropecuário Heitor Pinheiro Machado.

Fonte: G1, 04 jan 2014

Angus na Casa Branca Agropastoril

Foto: Divulgação/Assessoria