Últimasnotícias

Carne brasileira ‘padrão Fifa’

Carne, Mercado | 08 de Junho de 2014

Apesar dos atuais embargos pelo Peru, Irã e Egito devido ao caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina, em Mato Grosso, a carne brasileira chega à Copa do Mundo com a imagem fortalecida, alçada a “padrão Fifa”, expressão usada país afora para classificar qualidade de serviços e produtos. No caso da carne, acrescenta-se a segurança alimentar, o que nem sempre as delegações encontram em outros países nas competições. 

No México, na Guatemala e na China, por exemplo, há orientação para que os atletas não consumam carne bovina devido à presença da substância clembuterol. Em 2011, mais de cem amostras de urina envolvendo jogadores de 19 das 24 seleções na Copa do Mundo Sub-17 acusaram a presença hormônio. Os casos não foram adiante devido às fortes evidências de que os jogadores consumiram carne contaminada durante a competição. 

No Brasil, o risco é zero, pois é proibido uso de qualquer hormônio na produção pecuária. O controle da legislação é feito por avaliações laboratoriais de resíduos no Lanagro. O fato de cerca de 90% do gado brasileiro abatido ser criado a pasto, e o país executar normas, leis e decretos de segurança zootécnica e sanitária equivalentes aos preconizados pela OIE reforçam o nível internacional da carne que os estrangeiros comerão aqui na Copa, explica o professor Júlio Barcellos, coordenador do Núcleo de Pesquisas em sistemas de Produção de Bovinos e Cadeia da Carne da Ufrgs. “Com nosso sistema produtivo, o uso de modificadores de crescimento não faria nenhum sentido. Além disso, é crime, dá cadeia.”

Segundo o médico Eduardo De Rose, maior autoridade brasileira em doping, nos países onde esse tipo de modificador de crescimento é usado no meio rural é preciso trabalho a campo antes de competições internacionais. Lembra que para ter carne livre do clembuterol para consumo pelos atletas no Panamericano de Guadalajara foi preciso selecionar o gado com três anos de antecedência e colocar a fiscalização nas porteiras das propriedades. Assim, foi possível garantir o fornecimento de carne bovina à Vila Olímpica, onde 99% dos atletas se alimentam. “No Brasil, nunca houve um caso de contaminação por clembuterol em  tletas, a carne brasileira é certificada, natural e de excelente qualidade.”

  • PRODULÇÃO EM ALTA: A Agroconsult prevê alta de 4% na produção de carne bovina do Brasil em 2014 para 10,65 milhões de toneladas (equivalente carcaça), produção que cresce em meio à expectativa de exportações recordes ano e a firme demanda interna, apesar da inflação.

Fonte: Patricia Meira, Correio do Povo (07/06/2014)

Carne Padrão "Fifa"

Foto: Divulgação/Assessoria