Porto Alegre/RS - A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa aprovou nesta quinta-feira (07), requerimento de audiência pública para discutir a viabilidade da suspensão da vacina contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul. A proposta é do deputado estadual Sérgio Turra (PP).
Conforme o parlamentar, a intenção do Paraná em conquistar o status de zona livre de aftosa sem vacinação coloca no Rio Grande do Sul na obrigação de discutir o assunto. “Precisamos levantar as condições da sanidade animal no Estado e verificar se podemos ir adiante. A pecuária gaúcha alcançaria um patamar diferenciado sem a vacina, conquistando mercados de alta exigência sanitária, como os Estados Unidos e Japão”, afirmou.
Turra ainda lembrou que a avicultura, suinocultura e a cadeia produtiva do leite também se beneficiariam com a mudança. “O Rio Grande do Sul não pode chegar sempre atrasado”, alertou.
Atualmente, o único estado brasileiro a possuir a condição de zona livre de aftosa sem vacinação é Santa Catarina. O Paraná já iniciou, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento, o processo para garantir o mesmo status. Em Mato Grosso do Sul, o governo do estado anunciou que pretende suspender a vacina até 2018.
No Rio Grande do Sul, o último foco de febre aftosa aconteceu em 2001 e desde 2002, o Estado mantém a condição de zona livre de aftosa com vacinação.
A audiência pública deve ser realizada em junho. “Vamos esperar a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que também vão tratar do assunto, para que qualquer novidade já possa ser discutida na Assembleia”, explicou Turra.
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