No dia 17 de outubro, criadores de Wagyu de todo o Brasil reuniram-se em Americana, SP, para o IV Leilão Kobe Premium. O remate aconteceu na sede da Fazenda Angélica, de Ricardo e Daniel Steinbruch, e fez parte da programação da 1ª Exposição Nacional da raça, que também contou com julgamentos e palestras técnicas.
A oferta foi exclusiva de fêmeas e contou com 13 lotes selecionados pelo anfitrião e três do convidado especial, a Seikon. As vendas movimentaram R$ 368.160, resultando na média de R$ 23.010. De acordo com o Banco de Dados da DBO, foi o maior preço médio já registrado pela raça em leilões no Brasil, superando os R$ 17.868 do Virtual Fazenda Angélica, em dezembro de 2013.
Para garantir o retorno do investimento aos compradores, os anfitriões firmaram acordo para a compra de toda a produção das fêmeas ofertadas no remate, com bonificação de até 100% em cima do valor da arroba. “Queremos contribuir para o melhoramento genético da raça e aperfeiçoar a qualidade de carne”, destaca Daniel Steinbruch.
Dois animais alcançaram a maior valorização do remate ao serem arrematados, cada um, por R$ 36.480. A matriz de apelido “Caixa” foi negociada para a dupla Eduardo Borges de Assis e Izidoro Antunes Mazzotini; e uma bezerra foi vendida para Rogério Tokarski.
O Wagyu é uma raça japonesa considerada a que produz a carne mais cara do mundo, em função do alto marmoreio. A raça chegou ao Brasil na década de 1990, quando a Fazenda Yakult, de Bragança Paulista, SP, importou um casal de animais, sêmen e embriões dos Estados Unidos.
A organização do evento foi da Nova Leilões, com transmissão do MF Rural.
Fonte: Portal DBO
Foto: Divulgação/Assessoria