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Valorização do bezerro estimula criador a investir em inseminação

Informação | 23 de Novembro de 2015
Por Prof. Dr. Sergio De Zen, Gabriela Ribeiro e Ana Aoki de Sousa; Equipe Pecuária de Corte

Os elevados preços do bezerro, que, em maio, bateram recorde nominal da série do Cepea – de R$ 1.461,90, conforme o Indicador ESALQ/BM&FBovespa –, vêm estimulando pecuaristas de cria a investirem no aumento da produtividade do rebanho. Um dos avanços está ligado ao processo de inseminação artificial. 

Segundo colaboradores do Cepea, a procura por sêmen de animais utilizado na pecuária de corte cresceu bastante nos últimos meses, elevando os preços deste insumo. No acumulado do ano (de janeiro a setembro), a cotação média de sêmen subiu 12,2%, ante uma valorização de 6% no mesmo período do ano passado. Só no terceiro trimestre, a elevação foi de 13,6%. No caso específico do sêmen de nelore, as altas foram de 5,7% nos nove primeiros meses de 2015 e de 4,8% ao considerar o período de julho a setembro – de 2014, quando ocorreu queda de 2,6%.

A valorização do bezerro, por sua vez, está atrelada principalmente à baixa oferta de animais, devido ao desestímulo à cria em anos anteriores. Além disso, o clima adverso (falta de chuva) desde 2013 prejudicou a taxa de prenhez das vacas e, consequentemente, o intervalo entre partos e o desenvolvimento de bezerros e garrotes. Diante desse cenário, a venda de matrizes tem diminuído, abrindo perspectivas de recuperação da oferta de bezerros no médio prazo.

OUTROS INSUMOS – Ao contrário do comportamento verificado para o sêmen, os demais insumos da pecuária de corte brasileira acompanhados pelo Cepea tiveram queda nas vendas no terceiro trimestre. O atual cenário econômico do País, com dificuldades de aprovação e acesso ao crédito, aumentou a insegurança entre produtores, reduzindo a liquidez. Além disso, a alta do dólar encareceu produtos como sais minerais (2% de julho a setembro), fertilizantes (6,4%) e rações (5,3%), preocupando o setor. O início do período das chuvas em setembro fez com que pecuaristas começassem a se preparar para a reforma das pastagens. A maior demanda por sementes forrageiras elevou o preço desse insumo em 5% de agosto para setembro, na “média Brasil”.

Fonte: Ativos Pecuária de Corte, Edição 29, Nov.2015 (CNA)