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Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas muda e beneficia pecuária nacional

Informação | 29 de Janeiro de 2016
Reformulações promovidas no Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas (PMGZ) provocaram mudanças radicais na filosofia de atendimento da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), uma das maiores entidades pecuárias do mundo, sediada em Uberaba (MG).

As avaliações genéticas agora rodam internamente, por meio de plataformas tecnológicas avançadas que garantem a total segurança das informações. As mudanças também permitiram maior envolvimento dos técnicos de registro e de comunicações na avaliação das tendências genéticas dos plantéis das propriedades dos associados, subsidiando-os a aconselhar acasalamentos dirigidos.

A avaliação acima é do diretor de Tecnologia da Informação da ABCZ, Frederico Cunha Mendes, divulgada em nota à imprensa no último dia 22.

Para ele, a novidade ajudou a estreitar a distância entre a ABCZ e os mais de 22 mil associados espalhados pelo país, que, “futuramente, ainda desfrutarão de novos serviços, sem custos adicionais”. Ainda segundo o dirigente, isso foi possível graças à criação, dentro da ABCZ, de um Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento e à contratação de técnicos e consultorias qualificadas na gestão da informação.

“Sentíamos uma perda de dados muito grande ao longo do processo e, ao importar um ótimo software americano, tivemos a liberdade de conciliá-lo à necessidade de seleção e também à da própria pecuária comercial”, disse Mendes, que também é especialista em reprodução animal. O PMGZ já soma mais 12 milhões de animais avaliados e 1,1 milhão de matrizes cadastradas no banco de dados, um dos maiores do gênero.

Essas e outras contribuições ao longo das últimas duas décadas fizeram de Fred Mendes, como é mais conhecido no meio rural, o candidato da situação à presidência nas próximas eleições da ABCZ, na primeira quinzena agosto. Em seu plano de trabalho, ele pretende potencializar o atendimento do PMGZ, capacitando os 105 técnicos espalhados pelo país para que ofereçam consultoria total aos associados, indo muito além do melhoramento genético.

Segundo Mendes, esses técnicos estarão aptos a analisar qualidade das pastagens, sanidade, nutrição, padrão de carcaça e outros aspectos relacionados à eficiência produtiva, reprodutiva e econômica, por meio de um verdadeiro upgrade no Produz, o programa de gerenciamento da entidade.

“Atualmente, a busca é por soluções em avaliação genética, mas a intenção é expandir o alcance para outras áreas que favoreçam ter uma visão macro das fazendas, identificando os pontos falhos de uma propriedade e aplicando as respectivas soluções”, disse o candidato da Chapa ABCZ Unida, apoiada por 15 dos 17 diretores da entidade, segundo a nota.

Em 2015, a associação que representa as oito raças zebuínas predominantes em 85% do rebanho nacional de bovinos também coordenou uma série de encontros, democratizando conhecimento ao maior número possível de pecuaristas. O Circuito 100% PMGZ passou por Recife, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Brasília, São Paulo, Bahia, Minas Gerais (duas etapas), Espírito Santo, Tocantins, Goiás, Paraná e Pará. Outra proposta é levar o pecuarista até a “varanda” das fazendas-modelo, promovendo a troca de experiências de um jeito mais descontraído para motivá-los a investir no melhoramento genético.

Para Mendes, a genômica pode ser incorporada ao PMGZ. “A inserção da tecnologia de DNA geraria grande impacto, inclusive econômico, especialmente quanto à possibilidade do uso de touros jovens no teste de progênie, elevando-se a acurácias das DEPs de 34% para mais de 70%. E ainda encurtaria, em muito, o intervalo entre as gerações.” 

Fonte: CarneTec

Gado zebuíno: 85% do rebanho nacional de bovinos

Foto: CarneTec