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Carrapato: Embrapa orienta 10 passos para reduzir os prejuízos

Informação | 16 de Maio de 2016

Pesquisador da Embrapa lista 10 passos, da compra à aplicação de produtos, para realizar um controle estratégico eficiente

A única forma de minimizar prejuízos com o carrapato-do-boi é fazendo um controle estratégico. Abaixo, o pesquisador Renato Andreotti, da Embrapa Gado de Corte, lista como o processo deve ser feito para dar bom resultado:

  1. O primeiro passo é o pecuarista usar o produto adequado no seu rebanho. E como saber qual escolher? A Embrapa Gado de Corte faz o teste de graça, recebe as amostras, as analisa e orienta o produtor. Basta acessar a página lincada para ter mais informações.
  2. Feito isso, é necessário ter em mente que a melhor época para iniciar o controle do carrapato é no final da seca. A recomendação é dar de 5 a 6 banhos carrapaticidas com intervalos de 21 dias ou usar produtos pour-on e/ou injetáveis.
  3. A terceira recomendação é seguir sempre a bula do produto.
  4. A quarta, usar equipamentos de proteção na aplicação e banhar os animais a favor do vento para não correr o risco de se intoxicar.
  5. Aplicar banho com o animal contido também evita o desperdício. Sempre no sentido contrário aos pelos, com pressão adequada e em toda a superfície do bovino. Dias de chuva e horários de sol forte são contra-indicados para se fazer a aplicação.
  6. Um bom controle depende ainda da redução do número de carrapatos no pasto. Para tanto, Andreotti orienta: o animal deve retornar à mesma pastagem para que os carrapatos que nele subirem morram, e os que sobreviverem serem eliminados no banho seguinte, antes da queda.
  7. O sétimo passo é dar mais atenção aos animais de sangue doce, aqueles mais infestados – responsáveis pela recontaminação das pastagens. Segundo o pesquisador, eles devem ser tratados com maior frequência.
  8. É necessário também controlar a entrada de animais na propriedade: os recém-adquiridos devem ser tratados no local de origem e isolados por 30 dias em um pasto quarentena.
  9. Vale ainda evitar infestações mistas. Equinos e bovinos devem ser mantidos em pastos separados para não haver infestação cruzada de espécies diferentes de carrapatos.
  10. Por último, o pesquisador recomenda avaliar uma vez por ano o desempenho do produto, e escolher aquele cuja eficácia seja superior a 95%.

Segundo Renato Andreotti, a maioria dos produtores faz uso de carrapaticidas quando os animais e as pastagens já estão altamente infestados, o que dificulta o controle. "O maior problema de não controlar o parasita de forma correta e eficiente, é a disseminação da resistência das populações de carrapatos aos produtos utilizados no seu controle, levando ao aumento dos prejuízos econômicos".

Fonte: Portal DBO com informações da Embrapa Gado de Corte