Aliança (Guarapuava), Maria Macia (Campo Mourão) e Padrão Beef (Cascavel) apresentaram-se no evento
A inserção dos produtores rurais no mercado das carnes foi tema de um workshop nesta quinta-feira (28), no 2º Show Pecuário. Dirigentes das cooperativas Aliança (Guarapuava), Maria Macia (Campo Mourão) e Padrão Beef (Cascavel) apresentaram como as empresas funcionam e como os pecuaristas podem associar-se a elas.
Quem fez a apresentação da Padrão Beef foi o médico veterinário Erni Bublitz, gerente da empresa. A cooperativa tem 66 associados do Paraná e vende todos seus produtos no Estado. Os animais são abatidos em um frigorífico de Lindoeste e, para participar, Erni explicou que as exigências são possuir bovinos de qualquer raça de corte com um bom acabamento e com até 24 meses de idade.
A gerente do departamento técnico da Aliança, Marina Azevedo, apresentou a cooperativa Aliança aos visitantes. A empresa trabalha com novilhos precoces (20 meses) e cordeiros. A prioridade da empresa é abater animais pertencentes ao programa carne angus certificada, da Associação Brasileira de Angus. Atualmente são 107 integrados e para participar, é preciso seguir algumas exigências. “Basta ter uma estrutura mínima para fazer a terminação, como uma engorda a pasto ou confinamento. Além disso, exigimos um padrão genético dos animais abatidos, que é no mínimo meio sangue angus”, explicou Marina. Ela também contou que a empresa deve inaugurar uma indústria própria no fim de 2017 e a previsão para 2016 é que sejam abatidos 22 mil bovinos.
A cooperativa Maria Macia, de Campo Mourão, foi divulgada por Paulo Emílio Prohmann, diretor secretário da empresa. A Maria Macia abate em média 1.050 animais por mês e teve um faturamento de R$ 47 milhões em 2015. As exigências para o abate são: animais de até 24 meses, padrão racial de corte, acabamento mínimo de gordura entre 4,5 e 5 milímetros e peso vivo mínimo de 400 quilos.
Ele também listou alguns diferenciais da cooperativa, que são a compra coletiva de insumos, que chegam a baratear alguns produtos em até 20%; a formulação do próprio sal mineral, atendendo as necessidades específicas de cada produtor e mais uma, citada por Paulo com orgulho. “As únicas seis fazendas do Paraná que estão inseridas no programa Boas Práticas Agrícolas, da Embrapa, são associadas à Maria Macia”, disse.
Fonte: Sindicato Rural de Cascavel
Foto: Divulgação/Assessoria