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Mercado RS: Temporada incomum para os terneiros

Informação | 15 de Maio de 2021

Mercado RS: Temporada incomum para os terneiros

Foto: Divulgação/Assessoria

Por Júlio Barcellos; Tainá M. Bartmann; Ana E. P. Gatelli; Helena X. Fagundes; Rodrigo Wagner 1

A temporada de terneiros deste ano apresenta um comportamento incomum. A safra está distinta de anos passados, quando o aumento na oferta de terneiros resultava na queda do preço em relação ao praticado nos meses de fevereiro e março. A expectativa de melhores preços é estimulada pela quase constante alta no preço do boi, que repercute na valorização do terneiro observada neste início de safra. Além disso, as condições climáticas favoráveis no final do verão estimularam a implantação de pastagens de inverno, o que propicia pastoreio mais cedo este ano e induz recriadores e invernadores a anteciparem a busca por terneiros. Outro destaque é a alteração no perfil do terminador que, antes, comprava prioritariamente bois magros, novilhos de sobreano e, por último, terneiros para reposição. Agora, pela escassez das duas primeiras categorias, precisou migrar para o terneiro, ainda mais porque a oferta da sua outra opção, a vaca de invernar, também está muito limitada.

De outra parte, a qualidade do terneiro gaúcho melhorou consideravelmente, especialmente em relação ao padrão racial e ao peso na desmama, estimulando a disputa pelo produto e elevando os preços a patamares superiores a todos os preços históricos em relação ao do boi gordo, configurando um ágio superior a 40%. Esses níveis são sinalizadores positivos para a etapa da cria, mas requerem cuidados especiais do invernador na reposição. Contudo, como a safra está na fase inicial, é provável que ocorra um equilíbrio até o final de maio, com maior oferta de terneiros e o ágio reposicionado entre 25-30%.

Neste primeiro trimestre, o preço médio do boi permaneceu em alta constante. Esse é um fato atípico em relação a anos anteriores, quando o primeiro trimestre era marcado por queda no preço de janeiro a abril. Já neste ano, o mesmo período demonstrou um aumento de 9% no preço médio, o que evidencia a baixa oferta de boi no mercado, repercutindo na alta do boi e nas demais categorias. Na busca de melhores oportunidades de negociação, o pecuarista ainda preferiu manter o boi dentro da porteira, com operações comerciais moderadas. O clima é de incerteza para os produtores, que buscam realizar seus negócios de forma coerente com sua capacidade de arcar com os custos de reposição e de nutrição do rebanho. Contudo, há otimismo por parte da indústria devido às novas medidas de isolamento social, que podem desencadear uma melhora na demanda de carne bovina. 

1 Equipe de Analistas de Mercado do NESPro/UFRGS

Fonte: Publicado na Revista AG - Maio/21


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    ffvelloso@assessoriaagropecuaria.com.br - 51 9 9835 8100

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    valenteselistre@gmail.com

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