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TOP 100 Edição 2021 Taurinos: Pacote genético de alta qualidade

Genética, Informação, Mercado, TOP 100 2021 | 15 de Junho de 2021
Uma frase bastante usada no marketing e atribuída a diferentes autores diz que só pode ser gerenciado o que pode ser medido. E é isso que o Top 100 touros vem fazendo há seis anos. A existência de um ranking com os maiores vendedores de touros no País faz diferença para quem compra e também para quem vende reprodutores. “Estar nessa lista significa ter qualidade e quantidade suficiente para atender à crescente demanda no País”, explica Fernando Velloso, sócio da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha, que realiza o levantamento em parceria com a Revista AG e com a Brasil com Z.

O ranking de 2021, divulgado nesta edição, traz uma radiografia atualizada dos 50 maiores vendedores de touros de raças europeias puras e sintéticas do Brasil (os maiores vendedores de touros zebuínos serão conhecidos em julho). Três empresas permanecem no topo da lista desde o início da série histórica, em 2016, com algumas trocas na quarta e quinta colocação. Neste ano, entre os cinco primeiros colocados, temos criadores fora do eixo Sul do País, região tradicional na produção de reprodutores de europeus, britânicos e suas cruzas.

Puxando a média

A Gap Genética de Uruguaiana (RS) está, pelo sexto ano consecutivo, na liderança do Top 100 Taurinos. A hexacampeã apresenta, em sua participação, quatro raças: Hereford, Braford, Angus e Brangus. E vem mostrando evolução constante no número de reprodutores comercializados. Saltou de 699 em 2019 para 935 em 2020. “O resultado da GAP, sozinho, representa sete vezes a média de oferta do ranking deste ciclo”, avalia Fernando Veloso.

Só a raça Brangus, criada exclusivamente na Fazenda Sereno, unidade da empresa em Jaciara (MT), fechou em 669 animais. Mas, percentualmente, a estrela da propriedade foi a raça Braford, que teve o maior crescimento, de 54%, passando de 68 touros vendidos no ciclo anterior para 105. O responsável pela raça na GAP, Rodrigo Fialho, credita esse crescimento ao incremento na base forrageira, reduzindo o período e colocando outra geração mais nova em cria. “Isso contribuiu para o aumento de touros na nossa seleção. Há três anos, começamos reforçar a alimentação e colocar as fêmeas em serviço aos 18 meses. Em 2020, foi o primeiro ano em que as colocamos a emprenhar aos 15 meses, com 80% da geração nesta categoria, graças ao incremento alimentar”, explica.

O critério de seleção está mais exigente e mesmo assim a Gap garantiu um volume maior de touros Braford. Rodrigo explica que “65% dos resultados da empresa é venda de boi. Por isso há a preocupação muito grande em fazer um animal eficiente para o nosso ambiente, pois precisamos ver a terminação do boi”. A Alvorada, setor da Gap que trabalha com Braford, é uma fazenda de ciclo completo. “Identificamos, com os novilhos, o tipo de touro que queremos para o nosso gado. Isso está dando uma evolução genética para o nosso rebanho, que é o objetivo inicial. Não fazemos touros para fora, e sim com características que queremos. Com isso a gente disponibiliza a genética, depois, para a venda”, destaca Fialho.

Laços de família

Há quem trabalhe uma vida para deixar uma herança. E há quem viva para deixar um legado. Em segundo lugar no Top 100 entre todos os Taurinos, o Grupo Pitangueira, de Itaqui (RS), enfrenta seu primeiro ciclo sem a presença marcante de Pedro Monteiro Lopes. Referência na criação e no melhoramento genético de Braford no Brasil, a propriedade confirmou a homogeneidade na venda de reprodutores da raça em mais uma edição do ranking. Monteiro Lopes faleceu poucos meses após a divulgação do ranking em 2020, deixando a busca da excelência em Braford e a valorização das pessoas como principal patrimônio para a família.

A sucessora, Clarissa Lopes, recebeu com orgulho a notícia da classificação no Top 100. “É dignificante esta conquista. Começamos nas pistas, para fazer o nome da empresa, era nossa vitrine. E agora esse tipo de chancela segue nos dando o aval para continuarmos a produzir cada vez melhor.” Clarissa explica que o desejo da empresa é fidelizar o cliente. “Não adianta produzir touros e o comprador não voltar”, complementa. Assim, há muitos pecuaristas que procuram a genética Pitangueira praticamente um ano sim, um ano não. “Sempre voltam a comprar e a gente acha muito bom, pois, além de clientes, acabam virando amigos”, pontua.

Essa vitrine de estar no topo de um ranking nacional também faz bem aos negócios. O Grupo Pitangueira vende touros o ano todo e o Top 100, conforme Clarissa, é mais um ponto de visibilidade. “Desta forma, a pessoa não procura só no leilão”, justifica. A partir de 2019, a Pitangueira começou a fazer leilão particular, onde são comercializados entre 80 e 100 reprodutores por pregão. Além disso, participam de outro remate, em parceria com a Fazendas Irapuá. “O restante é venda direta, até mesmo virtual. Filmamos todos os touros e, em plena pandemia, isso tem movimentado os negócios.”

Cia Azul

Em terceiro lugar no Top 100, com 367 touros comercializados em 2020, a Cia Azul de Uruguaiana (RS) comemora o resultado e elogia a iniciativa de realização do levantamento e divulgação dos maiores vendedores de touros. Susana Salvador ressalta diversidade de características avaliadas nos touros da Cia Azul ”Para o mercado, os selecionadores e os clientes, é uma informação muito importante para a tomada de decisão”, afirma a proprietária Susana Salvador. Participando do ranking com as raças Angus, Brangus, Braford e Ultrablack, a Cia Azul tem como propósito selecionar e comercializar reprodutores com alto potencial de produção de carne de qualidade, respeitando as pessoas, os animais e o ambiente. “Essa diversidade de raças com as quais trabalhamos atendem essas características. E também temos que estar atentos ao mercado, por isso as três principais raças que vendemos são as mais procuradas."

Susana valoriza o esforço histórico dos fundadores e de toda a equipe que atua na fazenda. “Fomos contagiados com a paixão pela genética. Não ofertamos apenas um touro. O que comercializamos é um pacote genético com garantia de qualidade. A Cia Azul vende touros de oito até 36 meses. A empresa tem a oportunidade de usar os próprios reprodutores, seja através de inseminação artificial, ou do repasse dos touros superiores no rebanho e “constatar o desempenho dela no meio ambiente, a adaptação e o potencial de produção”, afirma. Esse pacote genético, explica Susana, traz várias características avaliadas, permitindo que o comprador possa escolher o produto mais adequado para ele. “Desde facilidade de parto, potencial de crescimento e ganho de Fazenda Santo Antônio do Império estreia entre as Top 5 do ranking peso, até adaptação e qualidade de carne”.

Exclusividade na oferta

Depois de 30 anos de aposta e investimento, o criador Eduardo Rocha Leão alcançou um lugar difícil de imaginar para quem olha de fora, mas altamente esperado depois de tanto trabalho. A Fazenda Santo Antônio do Império, em Pedreira (SP), está na quarta posição entre os maiores na venda de touros no país. E mais: é o único vendedor de reprodutores da raça que escolheu - a Blonel - cuja oferta foi de 272 touros em 2020.

Foram três décadas de estudos, aprimoramento e viagens à França para conhecer de perto as exigências e a forma de obter os melhores resultados da Blonde D’Aquitaine e fazer a mistura perfeita com o Nelore puro no Brasil. “Eu já criava Blonde puro e Blonel puro e comecei a estudar como fixar a qualidade do produto meio sangue, pois ele ainda era instável neste grau sanguíneo”, conta Rocha Leão

Para garantir somente bons resultados, por recomendações de técnicos brasileiros e franceses, passaram a usar, desde o primeiro acasalamento, reprodutores com progênie comprovada. “É feita uma avaliação dos filhos deste touro antes dele ser credenciado. Nos machos, no aspecto da carcaça no frigorífico e, nas fêmeas, os aspectos ligados à maternidade”, afirma. No início, a opção por valorizar características maternais teve a ver com o objetivo de formação de plantel. “Precisávamos garantir que os animais nascessem.” No lado zebuíno, a escolha foi pelo uso exclusivo de animais Nelore. “Como é a raça mais expressiva no país, também é a que possui mais estudos científicos para poder quantificar e introduzir no plantel”, justifica.

Conforme Rocha Leão, “os cascos e a pele do Blonel são escuros, o que é sinônimo de resistência parasitária. Já o pelo é curto e claro, o que é bastante desejável nos trópicos, pois reflete a luz do sol e não absorve como a pelagem escura”, explica. Esse entusiasmo com o qual o pecuarista se refere às características da raça é o que faz com que seja o único na produção de reprodutores Blonel no país. “Há 30 anos, quando eu comecei a fazer esse trabalho, surgiram alguns criadores de Blonde interessados. O pessoal se empolgou, chegamos a iniciar uma associação. Mas não durou muito tempo”. Ele explica que houve a ansiedade de alguns que queriam resultados rápidos e que se tratava de um procedimento longo, como qualquer processo científico, necessitando de uma escala maior. “Restou que nos últimos cinco ou seis anos fiquei como único proprietário deste plantel fundador. Isso me beneficiou pois todas as vendas sou eu que faço”.

E com uma genética aprimorada e a oferta exclusiva, o número de reprodutores vendidos aumenta a cada ano. O Blonel da Santo Antônio do Império está em vários estados brasileiros e até no exterior, como Uruguai e Costa Rica, através de sêmen. “No caso dos touros, nos últimos três anos, houve uma disparada para o Nordeste, pois lá as condições são desafiadoras, calor, períodos muito definidos de seca e chuva, um ambiente bem hostil. É a região que ele está demonstrando mais resistência do que o Nelore”. E as vendas são volumosas. “Um vizinho olha o outro, e as vendas estão sendo feitas por preços superiores. O pessoal está levando touro de carreta”, brinca.

Avanço dos taurinos no Centro-Oeste

A fazenda Senepol da Conquista, de Cuiabá (MT), sempre comemorou as boas colocações no Top 100 na raça Senepol. Pela primeira vez entre os cinco maiores vendedores de touros em todas as raças, com 250 animais, o proprietário Fábio Mello recebe a notícia com orgulho. “Estamos felizes, pois é fruto de um trabalho muito forte e pressão de seleção para oferecer quantidade com qualidade”, afirma.

A Fazenda usa como base os resultados do Geneplus, programa de melhoramento genético de bovinos de corte da Embrapa Gado de Corte como referência. “Estamos 2,5 vezes mais acelerados do que o rebanho nacional de Senepol, conforme os dados do Geneplus e essa chancela do Top 100 ratifica esse resultado”, confirma. A genética Senepol da Conquista está presente em 15 estados, graças à qualidade da carcaça, afirma Mello. “Isso nos coloca em condição diferente dos demais, pois nossa pressão de seleção é grande há oito anos. Hoje a gente consegue entregar para o mercado a grande maioria dos touros com classificação elite para carcaça”, explica. E tem na ponta da língua os três indicadores que representam a vantagem para o comprador da genética Senepol da Conquista.

“Um touro carcaça elite para área de olho de lombo vai entregar 20 kg a mais de peso por bezerro. Um touro faz no mínimo 30 produtos nascidos e desmamados. Entrega acima da média, 600 quilos de bezerro, que a R$ 15 o quilo de bezerro, representam R$ 9 mil só na primeira estação de monta, só em peso. O segundo indicador é a espessura de gordura subcutânea que, quanto maior, a progênie é mais precoce. Você consegue antecipar o cio das fêmeas em seis meses, com as ‘precocinhas’. As filhas destes touros vão emprenhar meio ano antes do que a média. Você vai ter uma entrega da produção mais cedo, antecipando dinheiro no bolso e economizando pasto. E o terceiro indicador é o marmoreio. Se você tem um animal com marmoreio, você já entra no mercado de carne gourmet. Onde vocês tem a valorização da arroba de, no mínimo, 20%. O maior marmoreio também representa leite de mais qualidade e um bezerro mais pesado ao desmame.”

Clique aqui e baixe a noticia completa.

Fonte: Revista AG (Junho, 2021)

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