Fogo de Chão promove churrasco gaúcho no exterior
Carne | 06 de Janeiro de 2015
O interior de um restaurante em Portland, nos EUA: bem diferente das tradicionais churrascarias de beira de estrada
Foto: Divulgação/Assessoria
Rede de restaurantes, que comemorou 35 anos em 2014, já tem 24 unidades nos Estados Unidos, onde oferece cortes de carne diferentes dos norte-americanos.
Em seu processo de expansão, iniciado nos anos 1980, ao chegar em São Paulo, depois a outras capitais brasileiras, e, a partir de 1997, nos Estados Unidos, a rede de churrascarias Fogo de Chão, nascida em Porto Alegre em 1979, decididamente conquistou os norte-americanos com o jeito gaúcho de fazer um churrasco. Tanto que de suas 33 unidades, 24 estão nesse país, distribuídas em várias cidades, como Nova York, Chicago, Miami, Dallas, Washington, Las Vegas e Denver.
“Tudo começou quando os paulistas que frequentavam a churrascaria de Porto Alegre falavam: isto aqui iria fazer o maior sucesso em São Paulo’. Já em São Paulo, executivos de empresas multinacionais nos diziam: ‘isto nos EUA seria um sucesso, pois não temos nada igual lá”, conta Jandir Dalberto, presidente no Brasil da empresa, que hoje pertence ao fundo americano PHL Partners. Dalberto atua há 26 anos no grupo, em que ingressou como garçom, até chegar à liderança no Brasil.
Do início até hoje, a churrascaria se sofisticou e nem lembra mais aquele restaurante tradicional de beira de estrada que oferecia uma carne no espeto aos caminhoneiros. “A partir da ida a São Paulo, o rodízio foi se tornando cada vez mais refinado e a evolução não parou nunca mais”, afirma Dalberto.
Nos EUA, a porta de entrada foi a cidade texana de Dallas, em 1997, e a escolha foi estratégica: proximidade dos criadores de bovinos. Se a carne é norte-americana, os cortes e o preparo são tipicamente brasileiros – ou melhor, gaúchos. “Tivemos que desenvolver nossos cortes juntos aos fornecedores de lá, que nem conheciam a picanha, por exemplo”, diz o executivo, explicando que os cortes usados são ideais para o sistema de assar e servir no espeto. Os dezoito cortes oferecidos nos Fogo de Chão são servidos nas mesas por garçons trajados com pilcha, tradicional vestimenta gaúcha, para manter vivos os costumes.
Vitrine da nossa carne
Além da Fogo de Chão, as redes Barbacoa e Rubaiyat também já exportam o jeito brasileiro de fazer carne. A primeira possui unidades na Itália e no Japão, e a segunda, no México, Espanha e Argentina. “São verdadeiras vitrines da carne brasileira no exterior”, disse Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (ABIEC), em evento para jornalistas no início de dezembro em um restaurante Barbacoa na capital paulista.
Na ocasião, Camardelli contou que, para melhor promover a carne brasileira, a ABIEC tem realizado eventos de degustação no exterior, em conjunto com a Apex-Brasil.
Em alguns locais, esse trabalho de promoção ganha o apoio não oficial das churrascarias brasileiras.
Fonte: Sou Agro