Para o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, a parceria entre CNA e ABA vai permitir a ampliação e captação de mercado
A partir de julho, as carnes brasileiras só poderão estampar a procedência genética do animal, nos rótulos, quando forem submetidas a procedimentos rígidos de controle, a cargo da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ministério da Agricultura (Mapa). Nesta quinta-feira, a CNA e a Associação Brasileira de Angus (ABA) assinaram o Protocolo Angus para aprimorar o processo de qualificação da carne para beneficiar produtores e consumidores.
Para o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, a parceria entre CNA e ABA vai permitir a ampliação e captação de mercados. “Nós já estamos desenvolvendo desde o começo do ano passado um trabalho focando na União Europeia. O consumidor europeu é o principal alvo, pois eles valorizam a qualidade e origem da nossa carne”, destacou.
O Brasil tem hoje mais de três milhões de bezerros da raça Angus. Com três frigoríficos no Rio Grande do Sul, o Estado gaúcho abate anualmente mais de 330 mil animais, por exemplo.
Desde 2004, as carnes recebem inspeção privada. Com a nova norma, os órgãos federais também vão dar aval final ao produto, ampliando a segurança alimentar. Pecuaristas de outras raças também terão de se adequar, de forma gradativa, às determinações.
Confira mais informações no Canal Rural - entrevista com Reynaldo Salvador, Diretor da ABA:
Protocolo para rotulagem de carne moderniza mercado
Embalagem da Carne Angus será controlada
Fonte: Agrolink, adaptado pela Assessoria Agropecuária