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A JBS S.A, maior processadora de carne bovina do mundo, espera queda nas exportações brasileiras de carne bovina em 2015 e não pretende fechar mais unidades de bovinos no país no ano, informaram agências de notícias nesta quarta-feira (29), ao citar declarações do CEO global da JBS, Wesley Batista, durante o Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (SIAVS), em São Paulo (SP).
"O segundo semestre deve ser melhor, mas ainda não será um período que possa ser celebrado. Então claramente vamos decrescer as exportações, até por conta da queda no primeiro semestre do ano", disse Wesley Batista à Agência Estado.
Segundo a agência de notícias, o CEO acrescentou que os volumes embarcados estão menores este ano porque o Brasil apresentou uma "dependência relevante de mercados que também estão em dificuldade", tal como Rússia e Venezuela. Esses mercados reduziram suas compras no início do ano e ainda não retomaram plenamente a sua demanda. "Então teremos um ano bem abaixo do que foi visto no ano passado", disse Batista.
As exportações de carne bovina brasileira recuaram 14% em volume no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, mas a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) ainda esperava recuperação no segundo semestre, conforme divulgado no início do mês. De janeiro a junho deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 656 mil toneladas, sendo que houve recuo de 18% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2014, a US$ 2,7 bilhões.
Batista disse ainda que a JBS não tem planos de realizar fechamentos de novas plantas de abate de bovinos no Brasil neste ano, depois de ter fechado cinco unidades no país diante da redução da oferta de bois para abate, informaram as agências de notícias.
"Não posso prometer que, se o consumo doméstico continuar piorando e a exportação não reagir, não possa vir nenhum outro ajuste. Em princípio, fizemos o que tínhamos que fazer", afirmou Batista a jornalistas, segundo reportagem da Reuters.