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VBP paranaense da pecuária representou 38% do total em 2015

Informação | 05 de Fevereiro de 2016

VBP paranaense da pecuária representou 38% do total em 2015

Foto: Divulgação/Assessoria

O Valor Bruto da Produção Paranaense (VBP) da pecuária em 2015, considerando dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA), totalizou R$ 23,95 bilhões, representando 38% no VBP total do estado. O crescimento do VBP estadual total foi de 4,1% enquanto o VBP da pecuária teve crescimento de 3,8%.

Entre as maiores participações no VBP paranaense em 2015, a pecuária destaca-se, respectivamente, com Frango (23,9%), bovinos (4,9%), leite (4,3%) e suínos (3,54%), que juntos representam 36,62% do VBP total.

No último ano, O Paraná foi o maior exportador nacional de frango, contribuindo para que o Brasil conquistasse o segundo lugar na produção mundial. Na suinocultura, houve aumento do número de abates apesar da queda nos preços. O Valor Bruto da Produção do leite teve redução no estado, principalmente pela redução no volume captado pela indústria e a queda nos preços pagos ao produtor.

Com a desvalorização do real frente ao dólar, os produtos brasileiros ganharam competitividade no mercado externo favorecendo as exportações. Contudo, a valorização da moeda norte americana e a alta nos preços dos insumos utilizados na produção, o ano de 2016 desafia os produtores a aumentarem a eficiência das propriedades.

FRANGO – Paraná o maior exportador nacional.
O VBP da avicultura em 2015 totalizou R$ 15,05 bilhões representando 23,9% do VBP do estado, a maior participação no VBP dos últimos nove anos. Os R$ 15,05 bilhões representaram 30,24% do VBP da avicultura no país.
Em relação a 2014, o VBP da avicultura de 2015 teve aumento de 8,0% no Paraná e de 4,2% no Brasil. Segundo o IBGE, no comparativo do terceiro trimestre de 2015 com o mesmo período de 2014, o aumento no número de cabeças de frango abatidas foi de 10,5% no Paraná e 6,9% no Brasil.
Em 2015, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção brasileira de carne de frango totalizou 13,146 milhões de toneladas superando em 3,58% a produção de 2014. O Brasil assumiu a segunda posição na produção mundial superando a China. As exportações foram ampliadas, mantendo a posição do país entre os maiores exportadores, representando 36% do mercado mundial dessa carne. O dólar valorizado fez com que os exportadores brasileiros recebessem mais pelo produto.
O terceiro trimestre de 2015 alcançou o novo recorde da série histórica do número de cabeças de frangos abatidas no país desde 1997, e novo recorde no volume in natura das exportações de carne de frango. Neste período, o Paraná foi o estado brasileiro que liderou as exportações de frangos para o mercado externo, superando em 72.843,04 toneladas o terceiro trimestre de 2014, conforme o IBGE.
No mercado interno os preços do frango superaram ligeiramente os valores praticados em 2014. O indicador Cepea/Esalq do preço do frango resfriado com ICMS posto no frigorífico (R$/kg) foi de R$3,62/kg, indicando aumento de 9,12% no comparativo entre os terceiros trimestres de 2015/2014. O aumento dos preços das carnes bovina e suína, aliado a redução do poder aquisitivo do consumidor, contribui para o frango tomar o lugar de outras carnes.
Em 2016 o Brasil deve manter sua posição no mercado mundial com crescimento mais modesto. Também precisa se prevenir dos riscos sanitários que assolam outros países, como os surtos de Influenza Aviária (IA), e continuar investindo em tecnologia para manter a eficiência da produção, que está sobre a pressão da elevação dos custos. Principalmente pela alta dos preços do milho e da soja, principais componentes da alimentação.

LEITE – Redução no Valor bruto da Produção.
Em 2015, o VBP da atividade leiteira totalizou R$ 2,72 bilhões, o que representa 4,32% do VBP total do Paraná, ocupando a 6ª posição na participação do estado. A participação de 4,32% se manteve próxima à participação média dos últimos nove anos de 4,18%. O município paranaense de Castro é o maior polo produtor de leite do Brasil, segundo o IBGE.
O VBP do leite no estado reduziu 13,38% em relação a 2014, o que é explicado pela redução de 6,7% na captação e de 6,08% no preço médio pago ao produtor.
Segundo o IBGE, a aquisição de leite cru pelos estabelecimentos que atuam sobre algum tipo de inspeção – seja ela federal, estadual ou municipal – no terceiro trimestre de 2015, foi 6,7% menor no Paraná comparada a quantidade captada no terceiro trimestre de 2014. A queda na aquisição de leite ocorreu em todas as regiões do país, no terceiro trimestre de 2015 o volume captado de leite foi 3,9% menor comparando ao mesmo período de 2014. Nos estados do Sul, o excesso de chuvas prejudicou a produção e dificultou a captação do produto, segundo o Cepea.
No Paraná, segundo a série de preços nominais do leite pagos ao produtor (R$/l) do Cepea, o preço médio em 2015 foi de R$ 0,9897/l, redução de 6,08% comparado a 2014. No Brasil, o preço médio pago ao produtor em 2015 teve redução de 3,55% em comparação ao mesmo período do ano de 2014.
Em 2015, houve uma redução de 6,43% nas importações (US$) e de 7,49% nas exportações (US$) de lácteos no Brasil comparando com 2014. O início do segundo semestre, apresentou um superávit na balança comercial de lácteos, algo que não ocorria desde abril de 2014. No entanto, no acumulado do ano de 2015 o saldo foi deficitário em 23,87%, no ano anterior esse déficit foi de 22,92%. “O aumento na produção mundial de leite associado às menores cotações das commodities lácteas favorecem as importações e dificultam as exportações”, segundo o balanço de 2015 da CNA.
Para 2016, a situação econômica do país afetará diretamente a demanda no setor lácteo. O menor poder de compra da população implica na redução do consumo de produtos de maior valor agregado, como é o caso dos derivados lácteos. Com a cotação do dólar em alta, a indústria nacional ganha competividade frente às importações, e as exportações são favorecidas pela desvalorização do real.
Os produtores rurais, além de arcarem com receita menor devido às quedas de 6,7% na produção de leite e de 6,08% no preço médio recebido em 2015, continuarão enfrentando em 2016, ao que tudo indica a alta do dólar que eleva os custos de produção, já que parte dos insumos é importada, além do impacto dos altos preços do milho e da soja, principais ingredientes das rações concentradas.

SUÍNOS – Aumento no número de abates.
O VBP da suinocultura em 2015 totalizou R$ 2,23 bilhões representando 3,54% do VBP total paranaense. A participação se manteve próxima à participação média dos últimos nove anos de 3,68%. A suinocultura paranaense representou 15,5% do VBP total da suinocultura no país.
Segundo o IBGE, no ano de 2015 houve aumento das exportações de carne suína in natura e do número de cabeças abatidas no Paraná. Apesar da ligeira queda registrada nos preços do suíno vivo quando comparado com o ano passado.
Para o indicador do suíno vivo Cepea/Esalq, o preço médio recebido pelo produtor (R$/kg) sem ICMS e animal posto granja no Paraná em 2015 foi de R$ 3,33/kg, variando de R$ 2,87/kg a R$ 3,80/kg. O preço médio recebido pelo produtor entre os estados do sul (PR, SC e RS) teve queda de 6,24% no comparativo entre os terceiros trimestres de 2015 e 2014.
No balanço de 2015 divulgado pela CNA, um dos principais indicadores de rentabilidade da suinocultura, a relação de troca média de quilos de milho que o suinocultor conseguiria comprar com a venda de 1 quilo de suíno vivo foi 10% inferior a 2014. O mesmo comportamento ocorreu para a soja, com redução de 22% no poder aquisitivo do suinocultor.
Para 2016, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima o incremento de apenas 1,7% na produção brasileira de carne suína em relação ao ano de 2015. Para o IBGE, a oferta de animais para abate pode superar 40 milhões de cabeças.
A demanda do mercado interno, que absorve 85% da produção, os comportamentos das exportações, que tem oscilado nos últimos anos e o preço das carnes concorrentes ao consumidor vão influenciar o preço que o suíno será comercializado em 2016.
Os especialistas de mercado sinalizam a manutenção da cotação do dólar em patamares elevados, o que favorece as exportações, aumentando a competitividade do produto brasileiro. Contudo, a elevação dos preços da soja e do milho, influenciados pelas exportações, podem contribuir no aumento do custo de produção.

Fontes: MAPA http://www.agricultura.gov.br/; IBGE – Estatística da Produção Pecuária. Dezembro 2015.


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