Foto: Divulgação/Assessoria
A principal vantagem de se usar touros jovens nos rebanhos é a diminuição no intervalo de gerações dos animais. Quando se reduz esse espaço é possível ter maior ganho genético, como afirma o pesquisador do Programa Embrapa Geneplus, Leonardo Nieto.
“Quando se antecipa a idade que os animais entram em reprodução, a tendência é a de que se registre maior ganho genético anual e consequentemente um desempenho melhor dos animais”, explica Nieto.
Os touros jovens alavancam o progresso genético da propriedade e para maior eficiência, devem ser utilizados durante um período menor.
“Não adianta usar um touro jovem, com idade jovem e ficar com ele dez anos. O produtor tem que ter uma taxa de renovação suficientemente curta”, complementa o pesquisador.
A seleção dos animais é bastante criteriosa com foco na avaliação genética.
“Os animais selecionados são aqueles que apresentam um conjunto de características boas com relação a todo o sistema de produção, que não apresentem problemas fenotípicos indesejáveis, como defeitos de aprumo, testículos entre outros fatores que podem fazer com que esse animal não tenha o desempenho esperado”, acrescenta Nieto.
Para o pesquisador, os programas de melhoramento oferecem ferramentas ao pecuarista para que ele possa mensurar o que está dando certo em sua propriedade e o que está errado.
“Muitas vezes o criador faz uma seleção empírica, no achismo e por meio dos programas ele pode estabelecer um projeto de melhoramento genético e começar a trabalhar e melhorar o seu gado com ferramentas que o auxiliarão a obter os objetivos estabelecidos com relação ao seu plantel”, conclui o profissional.
Leonardo Nieto palestrou nesta quarta-feira (08), durante a 3ª Acrinorte Genética, feira sobre melhoramento genético bovina, que integra a programação da 32ª Exponop.
Fonte: EMBRAPA / BW Comunica, por Nara Vendrame