Após liberação de pagamento de horas extras e diárias, governo estadual promete intensificar ações no Estado
Sob pressão dos produtores rurais, o governo estadual promete intensificar as ações de combate ao abigeato no Estado. As medidas serão possíveis após a liberação do pagamento de horas extras e de diárias para policiais civis e militares, dentro do plano de segurança pública.
– Sabemos os locais onde estão os maiores problemas. Mas muitas coisas não conseguíamos fazer pela restrição orçamentária – admite o tenente coronel Cesar Augusto Pereira da Silva, coordenador do Comitê de Gestão Estadual de Combate ao Abigeato e Abate Irregular de Animais.
Em reunião na Federação da Agricultura do Estado (Farsul), na sexta-feira passada, Silva apresentou o cronograma da força-tarefa que o governo pretende executar até o final do ano.
– Muitos produtores não estão mais nem registrando as ocorrências, diante da inércia do sistema – disse Carlos Sperotto, presidente da Farsul.
Nesta terça-feira, o chefe de Polícia Civil do Estado, Emerson Wendt, irá se reunir novamente com representantes da entidade para traçar as ações do protocolo de cooperação que deverá ser lançado ainda neste mês.
– Queremos agir de maneira integrada com os produtores, visando a combater esse tipo de crime – disse Wendt, que no próximo dia 19 irá lançar a primeira força-tarefa em Rosário do Sul.
Pecuaristas já estão se mobilizando para se unir ao enfrentamento. Com a convocação "O grito do campo: basta de abigeato", a Associação e Sindicato Rural de Santana do Livramento está orientando os produtores rurais a repassarem todas as informações e boletins de ocorrências de abigeato. Em reunião nesta segunda-feira, os pecuaristas decidiram levantar informações para quantificar o número de animais furtados, mapear áreas com maior incidência e contabilizar o prejuízo financeiro nos últimos meses.
Em 2015, foram registrados 9.278 casos de abigeato no Rio Grande do Sul, contra 7.428 ocorrências no ano anterior – crescimento de 25% no período.
– E os dados estatísticos não representam a realidade. O quadro é muito pior do que está no papel – estima Pedro Piffero, presidente do Sindicato Rural de Alegrete.
Fonte: Zero Hora, por Joana Colussi