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As exportações de carnes bovina e de frango in natura caíram em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as de carne suína in natura cresceram, segundo dados preliminares da balança comercial brasileira divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), na terça-feira (01).
Os frigoríficos brasileiros exportaram 83,4 mil toneladas de carne bovina in natura em outubro, ante 108,6 mil toneladas no mesmo mês do ano passado e 93 mil toneladas em setembro.
A receita com as exportações da commodity somou US$ 357,7 milhões em outubro, queda de 20,5% na comparação anual e de 8% em relação a setembro (US$ 389 milhões).
As vendas externas de carne de frango in natura somaram 276,3 milhões de toneladas em outubro, uma queda de 7,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 21,8% na comparação com setembro deste ano. As exportações em outubro equivalem a US$ 428,2 milhões em receita, queda de 5,3% versus outubro de 2015 e 24,7% menor que o faturamento de setembro.
No sentido oposto, os embarques de carne suína in natura cresceram 21% em outubro para 53,3 mil toneladas, na comparação anual. Em relação a setembro, quando foram exportadas 63 mil toneladas, houve queda de 15,4%.
O faturamento das vendas externas de carne suína in natura em outubro somou US$ 133,1 milhões, 23% maior que o registrado em outubro de 2015 e 13,4% menor que a receita de setembro.
Valorização da carne bovina
Apesar da queda dos volumes de vendas externas de carnes bovina in natura em outubro, o aumento nos preços da commodity colaboraram para o superávit da balança comercial brasileira no mês.
O preço da carne bovina in natura brasileira exportada em outubro foi de US$ 4.287 por tonelada, alta de 3,5% em relação ao preço de outubro de 2015 e de 2,6% ante setembro.
“Diferentemente do que estava acontecendo, observamos um aumento no índice de preços de alguns produtos importantes para a pauta brasileira”, disse o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações da Secex, Herlon Brandão, em nota.
Fonte: CarneTec, por Anna Flávia Rochas