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Seleção genética auxilia controle do carrapato em bovinos no verão

Genética | 21 de Janeiro de 2026

Seleção genética auxilia controle do carrapato em bovinos no verão

Foto: Leandro Vieira

Conforme a Conexão Delta G, seleção de animais mais resistentes ajuda a reduzir impactos sanitários e perdas produtivas em períodos de maior infestação

O aumento da temperatura e da umidade durante o verão cria condições ideais para a proliferação de parasitos que afetam o desempenho dos bovinos, com destaque para o carrapato. Segundo o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, além do uso de carrapaticidas e das práticas tradicionais de manejo, a genética surge como estratégia complementar para reduzir os impactos sanitários e produtivos nas propriedades.

De acordo com Pereira Neto, o ciclo mais rápido dos parasitos nesta época do ano amplia os desafios no campo. “No período de primavera e verão, com temperatura elevada e maior umidade, o carrapato encontra condições ideais para se multiplicar. O mesmo ocorre com outros parasitos, como moscas e vermes, que passam a ter ciclos de vida mais curtos e eficientes”, explica, ao destacar que esse cenário exige uma abordagem mais ampla no controle sanitário.

Dentro desse contexto, o especialista reforça que a seleção genética permite identificar animais que, além de produtivos, apresentam maior resistência natural ao carrapato. Segundo ele, a resistência é um dos indicadores avaliados nos programas de melhoramento conduzidos pela Conexão Delta G. “Quando o produtor escolhe um touro que alia alto desempenho produtivo à resistência ao carrapato, essa característica passa a ser incorporada gradualmente à média do rebanho. No médio prazo, isso permite um controle mais racional dos parasitos e melhores resultados produtivos”, afirma.

O dirigente da Conexão Delta G ressalta que animais mais resistentes tendem a responder melhor tanto às infestações quanto aos tratamentos adotados no manejo sanitário. “Isso não significa que não se precise mais utilizar carrapaticidas ou adotar medidas de manejo recomendadas. Mas a resposta aos tratamentos e aos insumos aplicados é muito melhor em animais com maior resistência natural”, observa.

Segundo ele, a diferença entre animais resistentes e suscetíveis é evidente no desempenho produtivo. “Os mais suscetíveis, mesmo tratados, costumam se reinfestar mais rapidamente e sofrem maior impacto da ação parasitária. Já quando trabalhamos com animais resistentes ou introduzimos genes de resistência em uma população, a eficiência do rebanho se mantém e conseguimos expressar melhor o mérito genético, como ganho de peso e eficiência produtiva”, explica.

Outro efeito destacado pelo vice-presidente da entidade é a redução da infestação ambiental. “Animais suscetíveis sofrem maior parasitismo e acabam contaminando mais a pastagem. Quando se introduzem genes de resistência em uma população, não apenas o animal individual se beneficia, mas o ambiente como um todo passa a ter menor carga de carrapatos”, completa.

Para Pereira Neto, a integração entre genética, manejo e sanidade é fundamental para enfrentar períodos críticos como o verão. “A adoção de animais mais resistentes contribui para manter o desempenho produtivo e permite um uso mais eficiente dos insumos sanitários, gerando ganhos técnicos e econômicos para o produtor”, conclui.

Fonte: Nestor Tipa Júnior/Divulgação 21/01/2026

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