Foto: Divulgação/Assessoria
O impacto econômico estende-se por toda a cadeia, engajando uma rede de mais de 7 mil médicos-veterinários e técnicos qualificados no campo.
O grande diferencial estratégico da IATF está na capacidade de induzir a ciclicidade e inseminar matrizes zebuínas no início da estação de monta, mesmo quando mantidas em anestro pós-parto no pasto. Como a gestação bovina dura entre 290 e 295 dias, a fêmea dispõe de uma janela limite de 70 dias após o parto para emprenhar novamente e garantir o intervalo entre partos ideal de 12 meses.
Benefícios da IATF
Emprenhar a fêmea no primeiro mês da estação assegura o nascimento do “bezerro do cedo“, categoria que se desenvolve aproveitando o pico de produção de leite da mãe nas águas e desmama significativamente mais pesada. Além disso, a antecipação da prenhez concede mais tempo para que a matriz recupere a condição corporal e reconceba com facilidade no ciclo reprodutivo seguinte, eliminando os prejuízos causados pelo atraso na parição.
Para obter taxas de concepção superiores a 50% já no primeiro serviço, o trabalho de preparação precisa começar ainda na seca, com a gestão do Escore de Condição Corporal (ECC) do rebanho. Em novilhas precoces de 12 a 14 meses, a entrada no protocolo exige peso de referência em torno de 300 kg e deposição de gordura subcutânea (ECC de 3,0 a 3,5 em escala de 1 a 5), estímulo necessário para a liberação do hormônio leptina e maturação do aparelho reprodutor.
Segurança Alimentar
A aplicação dos protocolos hormonais atua sincronizando a ovulação por meio do uso de hormônios bioidênticos administrados em concentrações fisiológicas. Pesquisas recentes conduzidas pela USP atestam que a IATF é uma prática segura para o bem-estar animal e para a segurança alimentar, sem deixar resíduos na carne ou no leite.
Em propriedades que adotam o conceito de “Touro Zero” — operando sem touro de repasse a campo —, a aplicação de até três serviços sucessivos de IATF e ressincronização atinge taxas de prenhez acumuladas acima de 80%. A blindagem sanitária do rebanho por meio de vacinas contra IBR, BVD, Leptospirose e Campilobacteriose é um requisito obrigatório para evitar abortamentos e reabsorções embrionárias, assegurando a conversão dos protocolos em bezerrada no pasto.
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