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Programa Touro Jovem parte do 1% superior para selecionar novos reprodutores

Mercado | 27 de Julho de 2026

Programa Touro Jovem parte do 1% superior para selecionar novos reprodutores

Foto: Divulgação/Assessoria

Candidatos de cerca de 18 meses passam por filtros genéticos, morfológicos, reprodutivos e de mercado antes do teste de progênie

O Programa Touro Jovem da Conexão Delta G inicia a seleção entre machos com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) posicionados no 1% superior do Índice Final. Com cerca de 18 meses, os candidatos passam por filtros genéticos, morfológicos e reprodutivos antes de terem o sêmen distribuído entre os rebanhos participantes para avaliação dos descendentes.

O CEIP identifica animais geneticamente superiores que já passaram por revisão morfológica na propriedade. Na etapa seguinte, o Índice Final reúne as diferenças esperadas na progênie (DEPs) para ganho de peso, conformação de carcaça, precocidade de terminação, musculatura e perímetro escrotal. Os candidatos também precisam apresentar DEP para resistência ao carrapato classificada, no máximo, na Deca 3. As DEPs para peso ao nascer e auxílio ao parto entram no filtro para que parte da bateria reúna animais indicados para uso em novilhas.

Além das avaliações individuais, o Programa de Acasalamentos Dirigidos (PAD) simula o cruzamento de cada candidato com todas as vacas ativas da Conexão Delta G. “O sistema indica os touros que produzem melhor balanceamento das DEPs e níveis de endogamia inferiores a 3%, reduzindo o potencial de acasalamentos endogâmicos dentro do programa”, explica a consultora da GenSys, Fernanda Brito.

Após a triagem genética, uma comissão formada por técnicos e produtores integrantes da Conexão Delta G revisa tipo, aprumos, pigmentação, presença de aspas ou batoques e comportamento. Animais com falta de pigmentação ocular nos Braford ou outros defeitos, mesmo leves, são retirados do processo. A revisão mantém os exemplares considerados completos e em condição adequada para a coleta de sêmen. “Avançam os animais harmônicos, com tipo e estado compatíveis com o posterior uso pelos integrantes do programa”, acrescenta Fernanda.

O processo busca identificar reprodutores capazes de transmitir características econômicas e manter a evolução genética entre as safras. “Queremos que cada geração avance em relação à anterior e que as linhagens selecionadas carreguem potencial para transmitir essas características aos filhos”, afirma o coordenador do Programa Touro Jovem da Conexão Delta G, Eduardo Terra Peixoto. "Todo esse rigor no processo de seleção e validação confere maior credibilidade ao sêmen disponibilizado, oferecendo aos usuários mais segurança na escolha de reprodutores com desempenho comprovado e potencial genético consistente", conclui.

Entre os aspectos acompanhados estão facilidade de parto, uniformidade dos terneiros, ganho de peso, conformação, rendimento e acabamento de carcaça, além de fertilidade e precocidade das fêmeas. A ultrassonografia mede área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio, informações relacionadas ao rendimento e à qualidade da carne. Os animais que superam as avaliações genética, genômica e fenotípica passam por uma terceira revisão conduzida pela Progen Inseminação Artificial. “Fazemos um exame andrológico minucioso para selecionar animais que já apresentem qualidade seminal adequada”, relata o diretor da Progen Inseminação Artificial, Fábio Barreto.

Essa etapa também considera características procuradas pelos usuários da genética. Conforme Barreto, a composição do grupo pode priorizar touros indicados para utilização em novilhas ou atributos raciais específicos, como pigmentação ocular completa nos animais Hereford. Após a aprovação, o sêmen é coletado e distribuído entre os integrantes da Conexão Delta G para produção e avaliação dos filhos. O teste verifica se os touros conseguem transmitir aos descendentes as características observadas durante o processo de seleção.

Os resultados da progênie definem quais reprodutores podem ser incorporados às centrais de inseminação e ter o sêmen comercializado. “Quando o touro reproduz bem e transmite suas características, ele pode entrar na bateria comercial”, completa Barreto.

Fonte: Conexão Delta G 27/07/2028

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